Rio de Janeiro, 10 de Outubro de 2026

Ministro diz que setor de comunicações não enfrenta crise

Ministro das Comunicações, Hélio Costa afirmou que a crise financeira internacional não atingiu o setor de telecomunicações brasileiro, que passa incólume - até agora - pela turbulência no mercado financeiro mundial. (Leia Mais)

Quarta, 17 de Dezembro de 2008 às 10:26, por: CdB

Ministro das Comunicações, Hélio Costa afirmou que a crise financeira internacional não atingiu o setor de telecomunicações brasileiro, que passa incólume - até agora - pela turbulência no mercado financeiro mundial. Segundo o ministro, "quanto maior a crise, mais a gente fala ao telefone, mais a gente quer ouvir notícias, mais a gente fica agarrado na televisão”. Para Hélio Costa, o setor será o último a sentir os impactos da crise.

– Todas as empresas estão investindo e multiplicando seus esforços. Mas, como a crise é internacional, tem alguns reflexos no Brasil. O primeiro foi o aumento do dólar, que dificulta um pouco o custo dos aparelhos, que são importados. Mas estamos exportando transmissores da TV digital para os Estados Unidos – disse a jornalistas.

O ministro destacou ainda que o Brasil está “muito preparado” para enfrentar a crise e que o setor de telecomunicações está “muito bem” uma vez que exporta a maioria dos equipamentos em vez de importá-los.

– Já se passaram dois anos do momento em que assinamos o decreto. O tempo (de dez anos, no total, para a implantação da TV digital) é suficiente. O processo digital veio para ficar, já está definido nos Estados Unidos, na Europa e na Ásia e estamos definindo no Brasil e na América do Sul. Vamos levar nosso projeto para a Argentina e o Chile e estamos trabalhando com o Peru e com a Venezuela – afirmou.

Hélio Costa reforçou que a TV digital vai chegar a toda a população brasileira no prazo, até porque a previsão é que em 2016 o sistema analógico seja desligado, como deve ocorrer nos Estados Unidos no ano que vem e na Europa em 2010.

– Se não fizermos o mesmo, vamos ficar atrasados. Estamos em plena convergência mundial – afirmou.

Vontade política

Após admitir que, lamentavelmente, o país ainda não produza conversores de TV digital em número suficiente para atender a população, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, afirmou que falta vontade política e engajamento da indústria para popularizar a nova tecnologia.

– Infelizmente, até agora, não vi uma disposição da indústria de realmente produzir dentro da expectativa e da necessidade da TV digital. Temos, em média, 200 mil conversores nos mercados por mês. Se tivéssemos um milhão, todos seriam vendidos – afirmou.

Costa lembrou que, há cerca de um ano – quando o conversor foi lançado no Brasil –, o preço por aparelho chegava a R$ 1,4 mil. Na época, o próprio ministro criticou o valor do equipamento e incentivou que a população aguardasse uma queda nos preços para comprar os conversores. Atualmente, porém, o aparelho é vendido a R$ 240, o que, segundo ele, é um preço acessível. O ministro voltou a insistir que, caso a indústria se mostrasse disposta a aumentar a oferta de conversores, a população teria mais acesso ao serviço digital.

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