Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Ministro diz que ratificação de contratos na Bolívia teve 'final feliz'

Segunda, 04 de Dezembro de 2006 às 18:07, por: CdB

O ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, considerou um "final feliz" o governo boliviano ter ratificado no domingo os 44 contratos petrolíferos firmados com empresas estrangeiras em 28 de outubro passado. Rondeau fez a declaração nesta segunda-feira, no encerramento do seminário Brasil, Liderança em Tecnologia de Energia, promovido pela Câmara de Comércio Americana do Rio de Janeiro.

Segundo ele, a lei promulgada pelo presidente Evo Morales pôs fim "à última fronteira da discussão sobre a validade dos contratos", que não teriam aprovação do Congresso da Bolívia.

- Agora, não. Do jeito que se negociou, a Petrobras acha que são bons contratos e que dá, sim, para prosseguir, eventualmente até estudar novos investimentos, uma vez que (os contratos) estão garantidos inclusive pelo Congresso -, afirmou.

Para o ministro, a ratificação foi um avanço positivo, que dá segurança jurídica e constitucional para os investimentos naquele país.

- Acho que foi um final feliz. Eu não diria que foi nenhum final de Gata Borralheira, mas o final possível, que foi construído dentro das dificuldades que os dois (países) tinham -, acrescentou.

O ministro referiu-se também ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmando que sua reeleição é um bom sinal para os planos de investimento energético bilateral de longo prazo. Ele ressaltou que a Venezuela é fonte importante de energia para a América do Sul e que está em discussão a idéia de integração dos países produtores de gás da América do Sul e os grandes consumidores.

- Então, é importante, sim, a manutenção de uma pessoa que defende a integração energética, principalmente sendo a Venezuela, em termos potenciais, a maior reserva que se tem de gás -, afirmou o ministro.

Para ele, dentro de uma visão de médio e longo prazos dos países sul-americanos, a vitória de Chávez torna mais próximo o sonho de uma integração gasífera na região, cujos maiores mercados são Brasil e Argentina. Silas Rondeau informou que, a partir desta semana, técnicos e autoridades dos dois países vão se reunindo, a cada mês, para discutir a questão do gás.

Tags:
Edições digital e impressa