O ministro das Relações Internacionais, José Múcio Monteiro, afirmou nesta quinta-feira que o governo não trabalhava com a hipótese de ser derrotado na votação da CPMF no Senado. A proposta de prorrogação da cobrança até 2011 foi derrotada na madrugada desta quinta-feira com 34 votos contrários e 45 favoráveis.
— Nós trabalhamos o tempo todo achando que a sensibilidade de cada um, o envolvimento de governadores, apontando onde estavam os recursos era para dar a continuidade a tudo isso —, disse o ministro.
A vigência da CPMF vai até o dia 31 deste mês. A expectativa do governo era arrecadar R$ 40 bilhões com a CPMF só em 2008.
Múcio disse que o governo anuncia na próxima semana um pacote de medidas compensatórias para a perda de receita com a CPMF. Ele admitiu que o governo não tinha um "plano B", pois não cogitava perder. Por isso, as medidas não estão prontas.
— Se nós tivéssemos essa solução de pronto hoje, você poderia dizer que nós já estávamos imaginando que iríamos perder e evidentemente que não —, afirmou Múcio.
Ele defendeu que o governo e seus aliados façam uma revisão sobre eventuais equívocos cometidos ao longo das negociações com o Congresso. Para ele, houve erros de avaliação que devem ser corrigidos a tempo de aprovar o Orçamento Geral da União para 2008.
— O governo talvez tenha errado porque subestimou [a discussão política] e nós nos deparamos com a briga de poder. Nós perdemos para nós mesmos porque os votos que faltaram, nós considerávamos dos nossos aliados —, disse ele.
Ministro diz que governo não contava com o fim da CPMF
Quinta, 13 de Dezembro de 2007 às 18:07, por: CdB