Ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau descartou, nesta terça-feira, qualquer novo reajuste de preços dos combustíveis até o final deste ano. Segundo o ministro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi avisado sobre o aumento na manhã de sexta-feira. Para Rondeau, os aumentos de 10% para a gasolina e 12% para o diesel na refinaria, conforme anúncio feito na tarde desta sexta-feira pela Petrobras são "suficientes para tranqüilizar qualquer surpresa até o próximo ano".
- Comunicamos ao presidente que estaria sendo feito o reajuste. Ele ouviu as ponderações técnicas, e como sempre ele faz, há uma justificativa técnica, ele cede. Não existe nenhum tipo de pressão. Mas não contem com reajustes até o próximo ano.
Para o ministro, ao justificar o aumento dos preços dos derivados do petróleo nas refinarias, esta foi uma decisão "absolutamente técnica e consciente", que buscou avaliar inclusive o momento macroeconômico, já que o país estaria próximo de cumprir com o objetivo de fechar o ano com uma inflação (IPCA) de 5,1%. Rondeau afirmou que a Petrobras vive uma situação "absolutamente confortável", ainda mais quando se compara com outras refinarias, por ser uma empresa verticalizada, que atua desde a produção de petróleo até o refino e distribuição.
O ministro estima que os problemas da refinaria Ipiranga (RS) serão resolvidos apenas com o reajuste dos derivados. Já a refinaria de Manguinhos (RJ) estaria em situação mais complicada. Para Rondeau, a situação de Manguinhos precisará ser discutida do ponto de vista da gestão atual da empresa e da necessidade de investimentos para melhorar a eficiência. Com o novo cenário do mercado, o governo deverá fazer ajustes nas ações que vinha planejando para ajudar essas refinarias a se manterem no mercado.
- Acredito que é possível que se faça algum ajuste nas ações - conclui.