Rio de Janeiro, 11 de Maio de 2026

Ministro descarta "desestabilização institucional" no RJ

Quarta, 16 de Outubro de 2002 às 21:37, por: CdB

O ministro da Justiça, Paulo de Tarso Ribeiro, disse que a onda de atentados que atingiu a cidade do Rio de Janeiro, concomitantemente a uma tentativa de fuga do presídio de Bangu 3, nesta madrugada, não representa uma crise institucional. "Não se pode, a toda tentativa de fuga, imaginar uma desestabilização institucional. Não vai acontecer e o governo federal não irá permitir", garantiu Ribeiro, que colocou o Ministério da Justiça à disposição do Rio, caso o Estado necessite de ajuda ou reforço na segurança pública. Mas manifestou certeza de que as autoridades estaduais conseguirão êxito na ação de repressão. O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Nilson Naves, defendeu a convocação das Forças Armadas como medida para tentar conter a violência no Rio. Na opinião de Naves, os militares deveriam ser convocados apenas como uma "medida excepcional" para superar a atual situação de emergência. "Estamos vivendo uma situação excepcional, e, numa situação assim, só a convocação das Forças Armadas, porque há um Estado paralelo no Rio", argumentou. O presidente Fernando Henrique Cardoso recebeu do ministro da Justiça relato sobre os episódios que começaram na noite de ontem no Rio de Janeiro, onde bandidos metralharam até a fachada do Palácio Guanabara, sede do governo do Estado. Conforme o porta-voz da Presidência, Alexandre Parola, o presidente não conversou com a governadora Benedita da Silva. Mas recebeu da governadora uma carta de agradecimento pela cooperação do governo federal nos temas relativos à segurança pública.

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