Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Ministro defende ajuste fiscal e diz que medidas são de curto prazo

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, disse que as medidas são de curto prazo e necessárias para equilibrar as contas públicas.

Quinta, 12 de Fevereiro de 2015 às 10:31, por: CdB
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Pepe Vargas defende o ajuste fiscal proposto pelo governo
O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Pepe Vargas, defendeu, nesta quinta-feira, o ajuste fiscal proposto pelo governo. Ele disse que as medidas são de curto prazo e necessárias para equilibrar as contas públicas e negou a retirada de direitos de trabalhadores com mudanças na concessão de benefícios da Previdência Social. - Precisamos fazer o ajuste. É no primeiro ano de governo que se faz esse ajuste. Precisamos da contribuição de todos dentro do governo e precisamos deixar claro aos nossos parceiros – municípios e estados – que esse ajuste tem como objetivo justamente equilibrar o nosso processo fiscal para que, no próximo período, a gente possa dar continuidade ao projeto de desenvolvimento econômico e social do país, dando continuidade a todas as políticas públicas que a gente vem desenvolvendo - argumentou o ministro. Pepe participou da abertura da reunião do Sistema de Assessoramento para Assuntos Federativos, com servidores dos ministérios que fazem a interlocução entre o governo federal, estados e municípios. O discurso do ministro segue a orientação da presidenta Dilma Rousseff para que os integrantes do governo “travem uma batalha da comunicação” e “sejam claros” ao defender as políticas e decisões do Executivo. Ao comentar as medidas provisórias 664 e 665, que tratam de mudanças na concessão de benefícios previdenciários – alvos de críticas de centrais sindicais e da oposição – Pepe voltou a dizer que as novas regras não retiram direitos de trabalhadores. - Não temos nenhum objetivo de recuar, de retirar direitos, pelo contrário, mesmo que eventualmente tenhamos que fazer determinadas correções em alguns benefícios que são direitos do povo brasileiro - ressaltou o ministro. Segundo Pepe Vargas, as mudanças no seguro-desemprego, no seguro-defeso, no abono salarial e nas pensões são “correções para eliminar distorções e para garantir esse direito para o povo brasileiro ao longo do tempo”. O ministro, que é responsável pela articulação entre o governo e o Congresso Nacional, também comentou a eleição do deputado Leonardo Picciani (PMDB-RJ) para a liderança da bancada peemedebista na Câmara dos Deputados. Pepe disse que o governo está “tranquilo” com a indicação e que não tem problemas com o novo líder.
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