O ministro israelense da Segurança Interna, Tzahi Hanegbi, justificou hoje as ameaças feitas pelo primeiro-ministro Ariel Sharon contra o presidente da Autoridade Palestina, Yasser Arafat, e criticou a reação norte-americana.
"É importante que todos os que enviam suicidas saibam que não gozam de qualquer imunidade, como declarou o primeiro-ministro", disse Hanegbi à rádio pública do país.
"Se nós tivermos informações de que as autoridades palestinas incentivam, de forma direta ou indireta, os atentados suicidas, elas não saírão ilesas", advertiu o ministro. Também criticou a oposição norte-americana à idéia de Sharon.
"Os norte-americanos não estão em uma situação de nos dizer para não lançarmos operações específicas, já que eles mesmos utilizam esse método no Iraque e no Afeganistão, às vezes contra dirigentes que não tocaram em um fio de cabelo de um soldado norte-americano", disse Hanegbi.
"Os dois filhos de Saddam Hussein foram assassinados durante uma operação dirigida, quando era suficiente apenas esperar para capturá-los", acrescentou o ministro.
Sharon afirmou que Arafat agora é "um homem marcado" e não tem nenhum seguro de vida, em uma entrevista publicada ontem pela imprensa israelense.
"Eu não lhe diria para sentir-se protegido. Eu não o proporia a nenhuma companhia de seguros de vida", declarou Sharon ao jornal Haaretz.
"Quem mata um judeu, ataca um cidadão israelense ou manda alguém matar judeus é um homem marcado", acrescentou Sharon.
Sharon fez declarações parecidas aos jornais Yediot Aharonot e Maariv, afirmando que Israel pensa da mesma maneira sobre o chefe do Hezbollah xiita libanês, Hassan Nasrallah.