Rio de Janeiro, 14 de Fevereiro de 2026

Ministro das Finanças da China pede demissão em meio a crise política

Quinta, 30 de Agosto de 2007 às 09:55, por: CdB

O ministro chinês das Finanças, Jin Renqing, apresentou nesta quinta-feira sua demissão e se converteu na última vítima da limpeza política empreendida pelo presidente Hu Jintao poucas semanas antes da realização do congresso do Partido Comunista (PCC). Para seu lugar, Pequim nomeou o diretor da administração tributária, Xie Xuren, 59 anos, que ocupou o posto de vice-ministro das Finanças nos anos 90 e é considerado um tecnocrata.

Jin, de 63 anos, no cargo há quatro anos, se viu forçado a apresentar sua demissão antes de ser nomeado vice-diretor de um centro de estudos governamental, anunciou um porta-voz do governo. Sua saída, segundo Ming Pao, um jornal de Hong Kong, pode ter sido motivada por sua má gestão das obrigações do Estado ou pelos persistentes rumores sobre uma alta de imposto sobre as transações, que provocaram turbulências nas bolsas há alguns meses.

Mas o jornal também destaca um escândalo sexual no qual o ministro estaria envolvido, junto com outras duas personalidades: o ex-secretário do Partido Comunista da cidade de Qingdao, Du Shicheng, e Chen Tonghai, ex-presidente do conselho de administração da companhia petroleira Sinopec. Ante a realização do 17º congresso do PCC, em 15 de outubro, o governo intensificou nestes últimos dias sua luta contra a corrupção, que prejudica a credibilidade do partido e de seus dirigentes.

O congresso está sendo considerado uma reunião crucial, na qual o presidente Hu Jintao e o primeiro-ministro Wen Jiabao provavelmente serão reeleitos para um novo mandato de cinco anos. Além disso, a China realizou nesta quinta-feira um reajuste geral em seu governo, com a mudança de mais quatro ministros. Dessa forma, o ministério de Supervisão, encarregado entre outros assuntos de combater a corrupção política, passa a ter como titular Ma Wen, que sucede Li Zhilun.

A pasta de Segurança de Estado, a Polícia política do regime, ficará a cargo de Geng Huichang, que substitui Xu Yongyue. Também muda de mãos a pasta da Função Pública, assim como a Comissão Estatal de Ciência, Tecnologia e Indústria para a Defesa Nacional (com status ministerial).

Oito ministros foram substituídos neste ano, entre eles o das Relações Exteriores. Embora os ministros tenham muito menos poder que os membros da direção do Partido Comunista Chinês (PCC), alguns podem desempenhar um papel importante. A campanha anticorrupção permitiu aos dois principais dirigentes nacionais se livrar de alguns adversários de alto escalão, como representantes da chamada "facção de Xangai", entre eles o ex-presidente Jiang Zemin.

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