A Bolívia vive uma "situação limite" devido à crise social e política e "é muito difícil a permanência do presidente e do atual governo", admitiu nesta segunda-feira o ministro da Presidência, José Galindo.
Se persistir esta situação de extrema tensão, com a multiplicação das manifestações e o corte de estradas em 78 pontos do país, "dificilmente o presidente e o governo continuarão no poder. A corda está a ponto de arrebentar", advertiu Galindo.
O ministro, que não falou em "renúncia" do presidente, descartou a adoção do estado de sítio, que "não funcionou no passado e não vai funcionar agora".
As declarações de Galindo ocorrem após Mesa abandonar o Palácio Quemado, durante uma tentativa de manifestantes de romper o cordão policial que protege a sede do Executivo boliviano.
Mesa voltou ao Palácio duas horas depois, quando a situação já estava sob controle. La Paz foi palco hoje de gigantescas manifestações de camponeses e indígenas, contidas com dificuldade pela polícia