Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ministro da Defesa diz que o governo não se envolverá em venda da Varig

Quarta, 16 de Março de 2005 às 14:04, por: CdB

O vice-presidente da República e ministro da Defesa, José Alencar, disse hoje, após reunião com o presidente da Varig, Carlos Luiz Martins, que o governo não tem nada para vender e a Varig não é do Estado.

- O Estado não tem nada a ver com isso - afirmou Alencar.

- Para quem a empresa aérea é uma companhia privada e constituída sob as leis da sociedade por ações e que as tem para vender.

Isso, segundo o vice-presidente, significa a venda de todas as ações ou de parte das ações.

- Nós somos o poder concedente a concessão é dada rigorosamente dentro da lei - explicou ele.

- Dessa forma, dentro da lei, tudo poderá ser aprovado pelo Estado como poder concedente - explicou.

Comentando a afirmação feita pouco antes pelo presidente da Infraero, Carlos Wilson, de que a direção da Varig havia apresentado:

- Duas propostas e que não caberia ao governo decidir sobre o que não é do governo.

 Alencar disse que:

- Essas propostas que, segundo os representantes da Varig, estão sendo examinadas, chegaram agora.

Na sua avaliação, não há um prazo fixo para apresentação de uma solução final.

- Os técnicos da Varig estão trabalhando sobre essas propostas e ninguém resolve um negócio desses de uma hora para outra.

De acordo com Alencar, o presidente da Varig não chegou a apresentar formalmente as propostas possíveis para a solução da crise da companhia.

- Ele apenas comentou a respeito - disse Alencar.

Ele afirmou que:

- Pelo que eles falaram, estão examinando e acredito que em breve terão uma solução para o problema da companhia.

Ainda segundo Alencar, foi feito um pedido por parte dos grupos interessados em operar a Varig para que não fosse revelado nenhum nome.

- E é o que estamos fazendo.

Sobre se são grupos estrangeiros ou nacionais, Alencar disse apenas que a legislação exige que o controle acionário seja nacional.

- Parece que a lei prevê que o máximo de participação estrangeira é de 20% - lembrou ele.

Ressaltando que se for um grupo estrangeiro que esteja fora da legislação:

- Claro que não tem como ser.

O vice-presidente disse ainda não saber se o Unibanco está nas negociações.

- Eles não estiveram hoje aqui e não houve ninguém que cita-se se estão ou não estão.

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