Rio de Janeiro, 07 de Setembro de 2026

Ministro da Alemanha pede à Grécia que cumpra acordo

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, reiterou neste domingo, em entrevista publicada no Bild am Sonntag, que a Alemanha defende a permanência da Grécia na zona do euro, mas pediu a Atenas que cumpra o acordo e modere suas declarações.

Domingo, 01 de Março de 2015 às 11:22, por: CdB

O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble, reiterou  neste domingo, em entrevista publicada no Bild am Sonntag, que a Alemanha defende a permanência da Grécia na zona do euro, mas pediu a Atenas que cumpra o acordo e modere suas declarações. "Somos solidários, mas não extorsionários. Ninguém forçou a Grécia ao programa de ajuda. Por isso, está totalmente nas mãos do governo de Atenas", acrescentou.  

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O ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schäuble
  O ministro das Finanças alemão afirmou que os acordos adotados estão em vigor, ou seja, Atenas deve continuar com ajustes e reformas assumidas como contrapartidas no programa que acompanhou seu segundo resgate e que a extensão de quatro meses acertada recentemente não prevê novos desembolsos para o país. Atenas "tem a palavra. Se a Grécia não cumprir (com o acordo), não haverá mais ajudas", salaientou. Schäuble considerou que, tanto o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, quanto seu ministro das Finanças, Yanis Varoufakis, deveriam baixar o tom, embora pessoalmente dê mais valor aos acordos que às declarações. "Seria bom que o governo grego não falasse de modo que seja difícil convencer nossos cidadãos", comentou. O homem forte da chanceler alemã, Angela Merkel, evitou, no entanto, antecipar se Atenas precisará de mais ajudas quando concluir o programa. Para Schäuble, é preciso dar algum tempo ao novo governo, referindo-se ao fato de o partido da esquerda radical Syriza ter chegado ao poder após as eleições de 25 de janeiro. Na sexta-feira, os deputados alemães aprovaram, por esmagadora maioria, o prolongamento do programa de resgate por quatro meses, até 30 de junho próximo, depois de compromisso entre os ministros europeus das Finanças e Atenas, que aceitou manter as reformas. - O ministro das Finanças grego tem o direito de ser tão respeitado quanto os outros - afirmou Schauble sobre Yanis Varoufakis: "Ele comportou-se comigo de forma absolutamente correta".

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