O ministro da Agricultura, Wagner Rossi, será ouvido hoje às 10 horas pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural. Ele vai rebater denúncias de corrupção no ministério feitas pelo ex-diretor da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) Oscar Jucá Neto.
“Jucazinho”, como é conhecido, é irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e foi exonerado na semana passada , depois que a revista Veja revelou que ele havia autorizado um pagamento de R$ 8 milhões a uma empresa fantasma que já foi ligada à sua família e que hoje tem como “sócios” um pedreiro e um vendedor de carros.
Após a exoneração, ele deu entrevista à revista na qual afirma que o esquema de desvio de recursos públicos na Conab é comandado pelo ministro Wagner Rossi e que há um “consórcio” entre o PMDB e o PTB no controle do ministério. Entre as irregularidades, ele citou um “acerto” com a Caramuru Alimentos para postergar o pagamento de uma dívida em troca de recebimento de propina. O senador Gim Argello (PTB-DF) também é citado na reportagem como homem influente na Conab e beneficiário de um esquema de venda de terrenos da Conab abaixo do preço de mercado.
Oposição
O líder do PSDB na Câmara, deputado Duarte Nogueira (SP), afirmou que o depoimento de amanhã não deverá esvaziar as denúncias de corrupção na pasta. “É uma forma de esclarecer quem está com a razão, o acusador (“Jucazinho”) ou o acusado (o ministro)”, disse.