Cuba não está sozinha como governo progressista e transformador social, e o mundo deve observar as mudanças da América Latina com relação à educação, afirmou o ministro da Educação e Cultura de Cuba, Fernando Vecinno Alegrete durante debate com o ministro da Educação, Tarso Genro, no 14º Congresso Latino-Americano de Estudantes (Clae), realizado simultaneamente à 4ª Bienal da União Nacional dos Estudantes (UNE), no pavilhão da Bienal.
Para Alegrete, não é possível falar em educação sem começar pela alfabetização, um dos pontos para os quais Cuba vem desenvolvendo programas.
- Essa é uma guerra contra a incultura, a fome e a exploração do homem pelo homem - disse, acrescentando que seu país está disposto, com sua experiência, a colaborar na luta pelas transformações da educação na América Latina.
O ministro enfatizou que os governos e os movimentos estudantis podem fazer muita coisa para o desenvolvimento da educação e a reforma universitária. Realizar tais mudanças, segundo Alegrete, é o sonho de países como Cuba e Brasil, além dos outros da América Latina, comprometidos com o povo.
A importância dos movimentos estudantis foi destacada pelo ministro:
- Não é possível ir para frente sem a participação dos movimentos estudantis. Os estudantes têm direito de ser ouvidos e de lutar por qualquer tipo de mudança em seu país.
Alegrete disse ainda que está otimista com os movimentos estudantis da América Latina, com o desenvolvimento e o compromisso dos governos com a reforma universitária.
Ministro cubano diz que guerra é contra incultura, fome e exploração
Segunda, 28 de Fevereiro de 2005 às 14:13, por: CdB