Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ministro confirma que subsidiárias vão entrar nos consórcios para Belo Monte

Terça, 23 de Março de 2010 às 07:51, por: CdB

O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, confirmou que as quatro principais subsidiárias da Eletrobras participarão do leilão da usina de Belo Monte no mês que vem, ficando cada um dos consórcios já formados com duas estatais.

Edison Lobão afirmou que ainda não foram definidas quais serão as parcerias  formadas entre as controladas da Eletrobras que entrarão nos consórcios formados por Odebrecht, Camargo Corrêa e CPFL de um lado, e Andrade Gutierrez, Neoenergia, Vale e Votorantim do outro. Para Lobão, a tendência é de que o leilão ocorra apenas com dois consórcios na disputa.

"Acredito que ficaremos nos dois ", afirmou o ministro, que participou do lançamento da nova marca da Eletrobras e confirmou que a entrada das subsidiárias da estatal antes do leilão foi uma demanda das próprias empresas privadas interessadas em participar do certame.

"Se houver outro consórcio, a Eletrobrás pode entrar com outras empresas, já que o dinheiro que vai sair é da própria Eletrobras", acrescentou o Edison Lobão,  que lembrou que a estatal tem outras empresas no sistema além de Furnas, Chesf, Eletrosul e Eletronorte. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou também que acredita em um deságio de pelo menos 6% no preço-teto do Megawatt/hora no leilão da usina de Belo Monte, no rio Xingu (PA).

O presidente da Eletrobras, José Antônio Muniz Lopes, revelou ainda que a estatal vai participar com uma fatia entre 40% e 49% nas sociedades que participarem do leilão de Belo Monte. O secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, afirmou, por sua vez, que a hidrelétrica de Belo Monte poderá ter um custo menor da transmissão associada à tarifa de energia que o da usina de Santo Antônio, que está sendo construída no rio Madeira, em Rondônia.

De acordo com o secretário-executivo, o custo da transmissão em Belo Monte será de R$ 14 por megawatt-hora (MWh), enquanto em Santo Antônio, dos R$ 78 obtidos pelo MWh, R$ 24 são decorrentes da transmissão. Isso deverá acontecer pelo fato de já existir uma linha de transmissão construída e pronta para ser ligada à usina de Belo Monte.

Em relação às críticas do setor privado sobre o preço estipulado pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e aprovado pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de R$ 19 bilhões para o custo da usina e de R$ 83 por megawatt-hora (MWh) produzido, o ministro defendeu o ponto-de-vista de que estas discordâncias fazem parte do regras desse tipo de jogo.

O ministro lembrou que, no leilão da usina de Santo Antônio no rio Madeira, as companhias desejavam que o preço máximo pelo megawatt-hora fosse de R$ 142, enquanto o preço no leilão foi de R$ 78. "Todos os consórcios acham que deveria ser mais elevado, mas isso faz parte do interesse normal das empresas", concluiu o ministro.

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