O ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, enfrenta nesta segunda-feira a pressão para explicar exatamente o que o governo britânico sabia, e quando foi informado, sobre as suspeitas de maus-tratos cometidos por tropas britânicas contra prisioneiros iraquianos.
No comunicado que fará nesta segunda-feira ao Parlamento, Hoon vai dizer que o governo do primeiro-ministro Tony Blair foi alertado, há cerca de um ano, para reclamações sobre o tratamento dispensado aos prisioneiros iraquianos sob a custódia britânica
Grã-Bretanha e EUA foram atingidos pelo escândalo de tortura de presos iraquianos que veio à tona com a divulgação pela imprensa dos dois países de fotos detentos sendo maltratados e humilhados. Neste domingo, Blair pediu desculpas pelos abusos cometidos por militares britânicos, mas não chegou a admitir que torturas foram cometidas.
Hoon comparecerá à Câmara dos Comuns, onde a oposição deverá colocá-lo na berlinda para descobrir quando Londres soube dos maus-tratos de prisioneiros no Iraque, onde Londres tem 7.500 soldados.
Também é possível que o ministro da Defesa britânico se pronuncie sobre um novo deslocamento de soldados britânicos para o Iraque. Sobre o envio de mais tropas ao Iraque, uma pesquisa do jornal "The Independent" publicada nesta segunda-feira mostrou que 55% dos entrevistados é a favor da retirada das tropas britânicas do Iraque até 30 de junho, data em que os EUA planejam entregar a soberania a um governo interino iraquiano.
Ministro britânico vai ao Parlamento falar de tortura
O ministro da Defesa da Grã-Bretanha, Geoff Hoon, enfrenta nesta segunda-feira a pressão para explicar exatamente o que o governo britânico sabia, e quando foi informado, sobre as suspeitas de maus-tratos cometidos por tropas britânicas contra prisioneiros iraquianos. (Leia Mais)
Segunda, 10 de Maio de 2004 às 06:34, por: CdB