O ministro-chefe da Casa Civil, Pedro Parente, disse neste domingo que, caso haja uma decisão em primeiro turno das eleições presidenciais, caberá ao novo presidente tranquilizar o mercado financeiro, e não ao atual governo. ´Aí [decisão em primeiro turno] não dependerá mais do governo. Dependerá do presidente eleito e de suas condições, declarações e sinalizações. Que venha dizer então o que pensa, o que vai realmente fazer", declarou Parente minutos antes de votar em Brasília. O ministro acrescentou que só isso importará ao mercado. ´O mercado entendendo de fato quais são as políticas poderá tirar suas conclusões", completou. Parente disse ainda que, havendo segundo turno, não há motivo de mais três semanas de nervosismo no mercado. ´Se tiver segundo turno, e eu acho que vai ter, temos que encarar com normalidade e serenidade. Eu acho um absurdo que por uma coisa tão básica e elementar como as eleições haja esse tipo de preocupação e pressão na economia", declarou. Confiante em que a corrida ao Palácio do Planalto não será decidida em primeiro turno, Parente afirmou que estava votando no candidato ´que estará" no segundo turno. ´O candidato José Serra [PSDB]", anunciou. Ele não quis comentar, no entanto, qual sua escolha para o governo do Distrito Federal. Na avaliação do ministro, a transição de governo será tranquila e construtiva para o país. ´Vamos dar condições de o novo governante assumir no dia 1º de janeiro com todas as condições de governar, sem atrasos e sem demora. Esse é o objetivo do presidente Fernando Henrique Cardoso", comentou Parente, que foi escolhido por FHC para conduzir o processo de transição pelo governo. O ministro Pedro Malan (Fazenda), que também votou em Brasília, não quis falar de economia nem de política. ´É uma grande festa", desconversou, antes de enfrentar uma hora e 20 minutos de fila para votar.
Ministro atual joga responsabilidade para futuro presidente
Domingo, 06 de Outubro de 2002 às 16:35, por: CdB