Rio de Janeiro, 16 de Março de 2026

Ministro aposta na política de longo prazo para negociar mínimo

Sexta, 08 de Dezembro de 2006 às 16:48, por: CdB

O ministro Guido Mantega (Fazenda) disse nesta sexta-feira que a apresentação de uma política de longo prazo para recuperação do salário mínimo pode ser uma estratégia para convencer as centrais sindicais a aceitarem um reajuste menor do que o reivindicado, dos atuais R$ 350 para R$ 420. Apesar de insistir no reajuste do mínimo para R$ 367, o ministro afirmou que o mais importante é negociar um mecanismo de correção do mínimo pelos próximos oito a dez anos.

Segundo o ministro, cada R$ 1 de reajuste no mínimo causa um impacto de R$ 190 milhões na Previdência. Se o salário for para R$ 367, como ele defende, o impacto seria de R$ 3,2 bilhões. Se o mínimo for reajustado para R$ 420, como as centrais querem, o impacto seria de R$ 13,3 bilhões.

- Estamos conversando com as centrais sindicais e mostrando que o governo quer manter a política de valorização do salário mínimo, mas tem de ser equilibrado com as outras necessidades do país -, disse.

De acordo com Mantega, o governo terá de definir o reajuste do mínimo de forma que não prejudica outros projetos.

- Um aumento muito alto para o salário mínimo desequilibra as contas da Previdência, que é o maior gasto que o governo tem, e pode ocupar o espaço de outros projetos como o subsídio para a habitação ou recursos maiores para investimentos, que é o maior desafio que nós temos -, afirmou.

A correção a longo prazo já foi solicitada pelas centrais que admitem que o mecanismo pode ser uma forma de acatar um mínimo menor. As centrais alegam, no entanto, que não abrem mão de aumento real.

Tags:
Edições digital e impressa