Rio de Janeiro, 07 de Outubro de 2026

Ministro alemão cogita imposição de novas sanções à Síria

Domingo, 31 de Julho de 2011 às 18:46, por: CdB

Uma ofensiva do exército sírio no reduto da oposição de Hamas, no noroeste do país, matou dezenas de pessoas neste domingo (31/07). Ativistas dos direitos humanos e moradores locais falam em quase cem mortos e muitos feridos.

Corpos ainda estariam espalhados pela cidade, divulgaram as agências de notícias. Porém não é possível ter certeza absoluta das informações, uma vez que o governo sírio expulsou a maioria dos jornalistas estrangeiros do país. 

Tiros no escuro

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Vídeo amador registra a retirada de soldados que se recusam a atacar

Até agora, sabe-se que as forças armadas oficiais fizeram uso de canhões e metralhadoras e teriam se posicionado nos telhados das casas, para atirar.

"Choveram granadas na cidade. Os soldados atiraram em tudo que se mexia", descreveu uma testemunha. Outra contou pelo telefone à agência de notícias AP que o exército não escolhe alvo, apenas atira.

Um médico reportou à Reuters que Hamas foi atacada de quatro cantos diferentes. O número exato de vítimas ainda é desconhecido e pode aumentar, uma vez que o hospital foi afetado, na intenção de impedir que civis pudessem procurar ajuda. 

Alguns soldados teriam se recusado

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Cena do vídeo amador

Antes dos ataques, ao amanhecer do dia, o governo do ditador Baschar al-Assad teria mandado interromper o fornecimento de água e energia elétrica, na quarta maior cidade do país.

Um militar, que se dizia coronel, teria se recusado a participar da missão. E não estava sozinho: centenas de soldados fizeram o mesmo. Um vídeo amador, supostamente filmado neste domingo em Hamas, registrou a retirada de alguns militares.

O contingente que resolveu ficar e obedecer ao ditador, teria se deslocado também para Deir al-Zour e Harak (sul da Síria), onde foram registradas presenças de tanques de guerra.

Westerwelle condenou o ataque

Bildunterschrift: Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift:  Conselho de Segurança da ONU precisa reagir, acredita ministro

O ministro alemão do Exterior, Guido Westerwelle, condenou a recente onda de violência na Síria e sugeriu a imposição de novas sanções, caso o ditador não pare com os ataques aos manifestantes.

"O que estamos verificando na Síria, muito me indigna", esclareceu. Berlim espera contar com o apoio dos Estados Unidos e de parceiros da região, para exigir uma mudança de atitude de Assad. "Estamos convencidos de que o Conselho de Segurança da ONU precisa reagir a violência neste país", defende.

A Síria é palco de manifestações contra o regime de Assad desde o mês de março. O governo respondeu aos protestos com violência, conflitos que renderam cerca de 1.600 mortos. Segundo organizações de direitos humanos, as forças do governo prenderam outras 12 mil. 

Autora: Ursula Kissel (br)

 

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