O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse nesta sexta-feira durante entrevista coletiva na Petrobrás, que a proposta de criação de uma estatal específica para administrar o pré-sal não é definitiva.
- Eu não desejo que aquilo que eu propus seja uma imposição. Não é. É apenas um ponto de partida - esclareceu o ministro.
Lobão disse que existem outras sugestões, inclusive apresentadas pelo presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. Acrescentou que a comissão interministerial, constituída pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na semana passada, está incumbida de encontrar o melhor caminho para o problema. O ministro admitiu que, se houver necessidade de se criar uma nova lei, a matéria terá de passar pelo Congresso Nacional.
José Sérgio Gabrielli não quis revelar que sugestões teria apresentado à comissão, que realizará sua primeira reunião formal na próxima segunda-feira.
- Depois da finalização da comissão, falarei sobre o assunto. Por enquanto, eu me reservo à discussão interna na comissão.
Questionado sobre declarações de executivos do setor de petróleo e gás contrários a mudanças na lei do petróleo, alegando que essa medida poderia afastar investimentos do Brasil, o ministro Edison Lobão contra-argumentou, afirmando que o governo não teme isto.
- Nós não faremos nada que não seja na linha do interesse nacional e da responsabilidade. Nós precisamos que estejam aqui as empresas produtoras de petróleo de capital privado. É sempre bem vindo. E nós não temos o menor receio da fuga desses capitais. Pelo contrário. Cada vez eles aportam com mais presença aqui entre nós - disse.
O ministro Edison Lobão considerou natural que ocorram manifestações de oposição à idéia de alteração no modelo do setor de petróleo em vigor atualmente no país.