O ministro russo da Defesa, Serguei Ivanov, disse em entrevista publicada nesta quarta-feira pelo jornal oficial "Rossiskaya Gazeta, que seu país está fabricando armas de última geração sobre as informará quando comprovar sua capacidade de combate.
- Como outros países, nós também desenvolvemos sistemas de armas muito novas que nossos aliados estratégicos desconhecem e que poderão ver uma vez que forem testadas - declarou Ivanov.
Ivanov classificou de mínima a possibilidade de começar no mundo um conflito nuclear, embora acrescente que "vivemos em um mundo real e não pensamos em renunciar ao desenvolvimento e à modernização de nossas forças nucleares".
Em relação ao arsenal nuclear, Ivanov indicou que a Rússia ainda é uma potência, "e como antes, ninguém está a nossa frente", embora admita que pela quantidade de ogivas nucleares, "é provável que estejamos atrás dos Estados Unidos".
O ministro assegurou que a Rússia não pretende ser a potência militar que foi a extinta União Soviética nem se transformar em um espantalho mundial com seu poderio bélico.
Ao mesmo tempo, o ministro assegurou que devido a seu extenso território, a Rússia, por definição, deve ser um país militarmente forte e seu Exército deve garantir a segurança nacional.
Lembrou que nos últimos quinze anos as Forças Armadas da Rússia se reduziram de 3.300.000 homens a 1.200.000, cifra crítica segundo sua opinião, porque um Exército menor não estaria em condições de garantir a segurança nacional.