O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, atribuiu a eliminação da candidatura do Rio da disputa para sediar dos Jogos Olímpicos de 2012, anunciada nesta terça-feira na Suíça, menos à violência na cidade do que a interesses políticos.
No estudo do questionário entregue em janeiro pela cidade carioca, o baixo investimento em segurança pública foi levado em consideração pela comissão do Comitê Olímpico Internacional. Embora reconheça o peso do crescimento da violência no Rio nos critérios de avaliação, o ministro sublinhou a questão política como fator decisivo.
- Nova York tem problemas mais graves de segurança. Moscou entrou mesmo se sabendo que tem problemas técnicos mais graves do que os nossos. Então, deduzo que a intervenção foi política. A decisão de hoje praticamente define um país da Europa como sede. Tenho convicção de que esse foi o fator fundamental - afirmou o ministro, que compareceu à cerimônia do anúncio das finalistas ao lado do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.
Agnelo Queiroz crê na possibilidade de o Rio se candidatar a sede dos Jogos de 2016. Ele frisou, porém, que o sonho de receber as Olimpíadas terá sustentação apenas se a cidade fortalecer o combate ao crime e investir também em transporte.
- Temos de tentar levar os Jogos de 2016 para o Brasil. Mas é preciso melhorar a segurança e o transporte. É importante enfrentar esses problemas porque a melhoria do Rio ajuda o Brasil. O Rio é uma janela para o país.
O ministro do Esporte ainda alfinetou o Comitê Olímpico Internacional ao elogiar a abertura da Fifa aos países do terceiro mundo.
- A América do Sul nunca teve uma Olimpíada. Esses povos merecem os Jogos, não estão dando oportunidade. Nesse aspecto, a Fifa está mais adiantada, como no caso da escolha da África do Sul para sede da Copa de 2010.
Ministro acha que política pesou mais que violência
Terça, 18 de Maio de 2004 às 08:16, por: CdB