Rio de Janeiro, 17 de Setembro de 2026

Ministro acha que política pesou mais que violência

Terça, 18 de Maio de 2004 às 08:16, por: CdB

O ministro do Esporte, Agnelo Queiroz, atribuiu a eliminação da candidatura do Rio da disputa para sediar dos Jogos Olímpicos de 2012, anunciada nesta terça-feira na Suíça, menos à violência na cidade do que a interesses políticos.

No estudo do questionário entregue em janeiro pela cidade carioca, o baixo investimento em segurança pública foi levado em consideração pela comissão do Comitê Olímpico Internacional. Embora reconheça o peso do crescimento da violência no Rio nos critérios de avaliação, o ministro sublinhou a questão política como fator decisivo.

- Nova York tem problemas mais graves de segurança. Moscou entrou mesmo se sabendo que tem problemas técnicos mais graves do que os nossos. Então, deduzo que a intervenção foi política. A decisão de hoje praticamente define um país da Europa como sede. Tenho convicção de que esse foi o fator fundamental - afirmou o ministro, que compareceu à cerimônia do anúncio das finalistas ao lado do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro, Carlos Arthur Nuzman.

Agnelo Queiroz crê na possibilidade de o Rio se candidatar a sede dos Jogos de 2016. Ele frisou, porém, que o sonho de receber as Olimpíadas terá sustentação apenas se a cidade fortalecer o combate ao crime e investir também em transporte.

- Temos de tentar levar os Jogos de 2016 para o Brasil. Mas é preciso melhorar a segurança e o transporte. É importante enfrentar esses problemas porque a melhoria do Rio ajuda o Brasil. O Rio é uma janela para o país.

O ministro do Esporte ainda alfinetou o Comitê Olímpico Internacional ao elogiar a abertura da Fifa aos países do terceiro mundo.

- A América do Sul nunca teve uma Olimpíada. Esses povos merecem os Jogos, não estão dando oportunidade. Nesse aspecto, a Fifa está mais adiantada, como no caso da escolha da África do Sul para sede da Copa de 2010.

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