A ministra Dilma Rousseff decalrou, na tarde desta sexta-feira, em entrevista coletiva, que o vazamento do suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira dama, Ruth Cardoso, e de ex-ministros é crime. Dilma afirmou que o vazamento de informações tem interesse de prejudicar a Casa Civil.
— Nós temos certeza que o crime reside no vazamento —, disse.
— Este governo não vazou, não difundiu, não publicou informações confidenciais. Há uma tentativa muito clara de atribuir à Casa Civil a responsabilidade de um suposto dossiê —, completou.
— Ela [a pessoa] cometeu o crime em fazer e vazar. Aí é que está o crime, não porque ali tem alguma coisa estarrecedora. É crime entrar em computador da Casa Civil da Presidência da República, utilizar informações e manipulá-las, como é o caso do que aconteceu —, afirmou.
De acordo com a ministra, parte das informações atribuídas ao suposto dossiê é pública. Por isso, acrescentou, não teria cabimento o governo elaborar um dossiê.
— Vamos intimidar com o público e notório? Isso não contribui, isso compromete padrões democráticos mínimos, porque se coloca problema onde não tem —, disse.
A ministra ainda disse que pediu ao Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) uma auditoria nos computadores da Casa Civil usados neste governo e também no governo Fernando Henrique Cardoso. Ela quer uma avaliação clara e técnica do problema do vazamento de dados sigilosos que teriam sido usados em um dossiê sobre gastos do governo Fernando Henrique. Ela disse que vai conversar com o ministro da Justiça, Tarso Genro, para avaliar se cabe investigação sobre o vazamento de informações.
Uma cópia do arquivo da Casa Civil revelou que o dossiê sobre os gastos pessoais do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso já saiu pronto do Palácio do Planalto e que não teria sido elaborado através do "banco de dados", como o governo vem defendendo. É o que informa reportagem, desta sexta-feira, do jornal paulista Folha de S. Paulo.
Segundo a reportagem, uma planilha do Excel foi elaborada no dia 11 de fevereiro, período em que antecedeu o lançamento da CPI dos Cartões, mas em que as denúncias de irregularidades já estavam acentuadas.
Segundo a Folha, o documento segue uma "lógica política" e dividiu a planilha por nomes e seus respectivos gastos com os cartões.
Em 19 de fevereiro, o jornal paulista, Estado de São Paulo, divulgou uma matéria sobre a elaboração de um dossiê que seria distribuido a aliados assim que fosse instalada a CPI dos Cartões. Um mês depois, uma reportagem da revista Veja mostrou detalhes do documento, com gastos pessoais do ex-presidente e da ex-primeira-dama Ruth Cardoso entre 1998 e 2001.
Ministra pede auditoria em computadores da Casa Civil
A ministra Dilma Rousseff decalrou, na tarde desta sexta-feira, em entrevista coletiva, que o vazamento do suposto dossiê sobre gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da ex-primeira dama, Ruth Cardoso, e de ex-ministros é crime. Dilma afirmou que o vazamento de informações tem interesse de prejudicar a Casa Civil. (Leia Mais)
Sexta, 04 de Abril de 2008 às 15:02, por: CdB