A redução das desigualdades entre homens e mulheres e o combate à pobreza são fundamentais para conter a contaminação das brasileiras pelo vírus HIV. A afirmação foi feita nesta quarta-feira pela ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéia Freire. Para ela, o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis, lançado esta manhã, vai contribuir para melhoria na qualidade de vida da população feminina no país.
- A feminização da aids se acentua onde mais se acentuam as diferenças entre os gêneros e a pobreza. Depois de 20 anos da epidemia, esses continuam sendo os principais fatores da contaminação -, disse.
De acordo com a ministra, o plano é uma resposta ao crescimento de 44% da infecção por HIV entre as mulheres, no período de 1995 a 2005. Entre as principais metas do governo federal, estão dobrar o percentual de mulheres que realizam testes anti-HIV (de 35% para 70%); reduzir a transmissão vertical (de mãe para bebê) de 4% para menos de 1%, até 2008, e aumentar a aquisição de preservativos femininos de 4 milhões em 2007 para 10 milhões, no ano que vem.
O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, defendeu condições mais igualitárias entre homens e mulheres.
- O Brasil ainda é um país machista, onde as mulheres ganham menos que os homens em seus postos de trabalho -, afirmou.
Ele lembrou, ainda, que a República foi instituída em 1889, mas as mulheres só votaram pela primeira vez para presidente em 1946.
Ministra diz que redução das desigualdades conterá avanço da Aids em mulheres
Quarta, 07 de Março de 2007 às 14:09, por: CdB