A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, descartou a interligação entre as denúncias na Petrobras e doações das empresas envolvidas para o PT.
- As empresas não doaram somente para o PT, mas para outros partidos também - disse a ministra, em entrevista após participar de solenidade do lançamento da mistura de 5% de biocombustível no óleo diesel, que será usada em 436 ônibus que transportarão atletas durante os Jogos Pan-Americanos no Rio.
Ainda segundo a ministra, as investigações da Polícia Federal deflagradas a partir da Operação Águas Profundas, que encontrou indícios de corrupção na Petrobras, demonstram "um aperfeiçoamento do sistema".
- Assim como não existe pessoa alguma acima de qualquer suspeita, também não existe uma empresa acima de qualquer suspeita. Não estamos falando de uma empresa com alto grau de obscuridade, e sim de uma das mais transparentes do País - disse a ministra, ressaltando que "há um fortalecimento das instituições do governo".
- Isso deixa claro para a sociedade que não há mais impunidade. Acho que no Brasil vivemos em uma época diferente hoje. Uma época em que as coisas que estavam debaixo do tapete estão sendo colocadas a público - disse.
Ao ser indagada sobre a denúncia do TCU a respeito de superfaturamento nas plataformas P-51 e P-52, a ministra lembrou que "é preciso muito cuidado com essas declarações".
- O TCU tem papel importante no fortalecimento institucional, mas quando uma avaliação desse tipo é identificada, abre-se um processo e a Petrobras necessariamente vai responder a ele - disse.
A ministra ponderou também que houve um aumento nos custos do setor de petróleo durante o período de construção das duas plataformas e que essa "pressão altista" tem que ser considerada nas avaliações.