O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) recomendou que o concurso público dos Correios, que está em andamento, seja anulado e as taxas de inscrição dos candidatos devolvidas. A medida foi adotada depois que a 5ª Vara da Justiça Federal de Brasília determinou a suspensão do processo de contratação da Fundação Cesgranrio, que iria aplicar as provas do concurso. O concurso, que oferece 6.565 vagas na estatal, teria provas no dia 28 de novembro. Mais de 1 milhão de pessoas se inscreveram para participar da seleção. Esta é a segunda recomendação enviada pelo Ministério Público Federal aos Correios este ano, com o objetivo de garantir a transparência do concurso. A primeira ocorreu em setembro, recomendando a suspensão do contrato com a Cesgranrio, por irregularidades na contratação da entidade. Como a medida não foi acatada pela empresa, o MPF ajuizou ação civil pública no último dia 11. Segundo o MPF-DF, a contratação sem licitação da Fundação Cesgranrio é irregular, pois outras organizadoras de concursos sequer foram consultadas para apresentar propostas. – Além disso, auditorias feitas pelos Correios e pela Controladoria-Geral da União apontaram graves suspeitas de favorecimento indevido da fundação contratada –, diz a nota divulgada pelo Ministério Público Federal. O presidente dos Correios, David José de Mattos, disse que a estatal consultou outras empresas para organizar o concurso público da entidade, que oferece 6.565 vagas na empresa. Ele nega favorecimento à Fundação Cesgranrio, que foi contratada sem licitação para a realização do concurso. – Estamos demonstrando que isso foi feito [consulta a outras empresas]. Estamos bastante tranquilos. A AGU [Advocacia-Geral da União] está nos ajudando a formatar a defesa para o juiz –, disse Mattos. A Fundação Cesgranrio divulgou uma nota dizendo que foi surpreendida com a suspensão do contrato e informando que nunca teve envolvimento com quaisquer diretores dos Correios e que ainda não recebeu “nenhum centavo” pela elaboração do concurso. A Cesgranrio diz que a diretoria dos Correios justificou sua contratação porque “outra instituição, anteriormente escolhida, não teria comprovado experiência em concurso nacional de grande porte”. A entidade diz que tem “notória expertise” na realização de concursos públicos e avaliações de larga escala. “A Fundação Cesgranrio manifesta a sua mais profunda repulsa à sua vinculação aos fatos noticiados, ainda que nada exista de concreto contra ela”, diz a nota divulgada pela empresa.
Ministério Público Federal recomenda anulação do concurso dos Correios
O Ministério Público Federal no Distrito Federal (MPF-DF) recomendou que o concurso público dos Correios, que está em andamento, seja anulado e as taxas de inscrição dos candidatos devolvidas. A medida foi adotada depois que a 5ª Vara da Justiça Federal de Brasília determinou a suspensão do processo de contratação da Fundação Cesgranrio, que iria aplicar as provas do concurso.
Quarta, 20 de Outubro de 2010 às 08:33, por: CdB