Rio de Janeiro, 01 de Outubro de 2026

Ministério Público do Rio pede prisão de PMs acusados de executar menino de 11 anos

Quarta, 20 de Julho de 2011 às 11:47, por: CdB

Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - Os quatro policiais militares (PMs) suspeitos de executar o menino Juan Moraes Neto, 11 anos, podem ser presos a qualquer momento. O pedido de prisão temporária foi feito na noite de ontem (19) pelo Ministério Público (MP/RJ). Um dos acusados, o cabo Edilberto Barros do Nascimento, já foi indiciado pelas mortes de mais 13 pessoas. Em todos os casos, alega que elas morreram em “confronto com a polícia”.

A Divisão de Homicídios da Baixada informou hoje (20) que provas testemunhais comprovam que os suspeitos mentiram e que não houve confronto com supostos traficantes. O juiz da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu, Márcio Pacheco da Silva, ainda precisa avaliar o material enviado pelo MP.

Os policiais ficarão detidos por pelo menos 30 dias. A Polícia Civil informou ainda que a prisão servirá sobretudo para facilitar as investigações, porque as testemunhas não estavam querendo depor temendo represálias.

Hoje faz um mês do assassinato de Juan. O menino foi morto na comunidade Danon, em Nova Iguaçu, Baixada Fluminese. Os policiais Edilberto, Isaias Souza do Carmo, Rubens da Silva e Ubirani Soares são suspeitos de dois homicídios – entre eles, o de Juan - e duas tentativas de homicídio duplamente qualificados, por motivo torpe e impossibilidade de defesa das vítimas.

Na época, os policiais militares alegaram que entraram em confronto com traficantes. Igor de Souza Afonso, 17 anos, também morreu. O irmão de Juan, Wesley Moraes, 14 anos, e Wanderson dos Santos Assis, 9 anos, sobreviveram e desmentiram os policiais. O corpo de Juan foi encontrado no Rio Botas, dias depois.

De acordo com os laudos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli, todas as cápsulas encontradas no beco onde Juan e os outros rapazes foram baleados saíram da arma do cabo Edilberto.

Edição: João Carlos Rodrigues

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