O Ministério Público Federal (MPF) no Pará denunciou, nesta quinta-feira, 31 pessoas envolvidas em fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Belém.
- Existia uma quadrilha organizada dentro do INSS em Belém com funções específicas, divididas em vários ramos de atuação - afirmou o procurador Rafael Rayol.
De acordo com o procurador, “uma parte da quadrilha era especializada por aliciar pessoas interessadas em receber benefícios previdenciários sem preencher os requisitos. Então, era encaminhado para outro setor da quadrilha, que falsificava toda a documentação necessária”, disse o procurador.
Segundo Rayol, o envolvimento de vários funcionários dificultava a descoberta do esquema. Por isso, só foi possível tomar conhecimento das atividades da quadrilha após um empresário denunciar que o sistema do INSS registrava débitos para um funcionário, que nunca havia trabalhado para ele.
O MPF ainda está apurando quantos benefícios foram concedidos indevidamente, mas até o momento já foram contabilizados ao menos duas mil fraudes. O prejuízo deve chegar "a vários milhões de reais", de acordo com Rafael Rayol.
Rayol disse também que o MPF está averiguando a participação das pessoas que receberam benefícios indevidos. O procurador explicou que essas pessoas pagavam de R$ 1 mil a R$ 3 mil para participarem do esquema.
Os envolvidos podem ser condenados a até 30 anos de prisão pelos crimes de formação de quadrilha, corrupção passiva, falsidade ideológica, falsificação de documentos e uso de documentos falsos. O MPF já pediu o afastamento cautelar de todos os servidores envolvidos até o julgamento definitivo da ação penal.