Ministério Público defende libertação de policiais que arrastaram mulher
O promotor Paulo Roberto Cunha encaminhou um ofício à Auditoria de Justiça Militar em defesa da libertação dos três policiais militares presos por erros no socorro a Claudia da Silva Ferreira, de 38 anos, no último domingo. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o promotor recebeu um pedido dos advogados de defesa dos PMs.
Os três policiais militares acusados de arrastar a auxiliar de serviços gerais Claudia Ferreira chegam para depoimento na delegacia de Madureir
O promotor Paulo Roberto Cunha encaminhou um ofício à Auditoria de Justiça Militar em defesa da libertação dos três policiais militares presos por erros no socorro a Claudia da Silva Ferreira, de 38 anos, no último domingo. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro, o promotor recebeu um pedido dos advogados de defesa dos PMs.
Como os três policiais foram presos em flagrante pelo comando do Batalhão de Rocha Miranda (9º BPM), o Ministério Público teria cinco dias para oferecer denúncia contra os policiais e mantê-los presos. O promotor Paulo Roberto Cunha considerou, no entanto, que as investigações ainda estão em curso e ainda não há elementos suficientes para o oferecimento da denúncia.
Caberá à Auditoria de Justiça Militar decidir sobre a libertação dos policiais militares. Claudia foi baleada no último domingo, durante uma operação policial. Ela foi socorrida pelos três policiais e colocada no porta-malas do carro. Durante o trajeto para o hospital, a porta abriu e ela foi arrastada por dezenas de metros. Claudia chegou morta ao hospital. O laudo do Instituto Médico-Legal apontou o ferimento do tiro como causa da morte.
Policiais são baleados
Dois policiais militares foram baleados na madrugada desta quinta-feira durante patrulhamento no Complexo do Alemão, na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. Um dos policiais foi atingido próximo da cintura e levado para o Hospital Central da Polícia Militar. O outro foi salvo pelo colete à prova de balas.
Segundo a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), cerca de 20 policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Morro do Alemão, estava em patrulhamento pela Rua Joaquim de Queiroz, quando começou o tiroteio entre os agentes e criminosos.
Os batalhões de Operação Especial (Bope) e de Choque fazem buscas na comunidade para localizar os responsáveis pelo ataque. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia do Alemão (45ª DP). Em 2012, a Secretaria de Segurança instalou nos conjuntos de favelas da Penha e do Alemão, oito UPPs. Apesar disso, criminosos armados continuam agindo no local e promovendo ataques contra a polícia.
Desde fevereiro, quatro policiais militares foram mortos nesses dois conjuntos de favelas. No último sábado, a Secretaria de Segurança resolveu reforçar o policiamento no local com mais de 300 homens de outras UPPs e do Bope.
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