Rio de Janeiro, 26 de Setembro de 2026

Ministério da Saúde quer usar redes sociais para combater a dengue

Para o combate à dengue no verão de 2012, o Ministério da Saúde estuda uma nova ferramenta: usar as redes sociais, como o Twitter, para identificar com antecedência focos da doença. A previsão é que o ministério apresente novas estratégias de combate à doença em agosto, com foco no verão de 2012.

Quarta, 06 de Julho de 2011 às 23:58, por: CdB
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Para o combate à dengue no verão de 2012, o Ministério da Saúde estuda uma nova ferramenta: usar as redes sociais, como o Twitter, para identificar com antecedência focos da doença.  A previsão é que o ministério apresente novas estratégias de combate à doença em agosto, com foco no verão de 2012. A ideia vem de uma experiência feita pela Fundação Google, há três anos, nos Estados Unidos, sobre casos de gripe. Por meio de um software, a entidade fez um mapeamento em sites de citações relacionadas à doença. Isso porque muitas pessoas entram na rede mundial de computadores para saber sobre sintomas de uma doença ou avisam amigos que estão doentes, mesmo antes de procurar um médico. A partir das informações colhidas, foi possível identificar o início de ondas de casos de gripe com antecedência. De olho nesses “rumores” que circulam nas redes sociais é que o governo aposta  em conseguir identificar onde os casos de dengue estão surgindo e armar a contenção . – As pessoas postam na internet, por exemplo, que estão com dengue ou usam os sites de busca para saber sobre os sintomas da doença. Essas informações aparecem mais rápido do que nos sistemas de saúde –, explicou o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. A equipe do ministério vai conhecer um programa de computador desenvolvido por um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) que faz esse tipo de busca. Se aprovado, a ideia é começar a usá-lo em janeiro do próximo ano na campanha contra a dengue. Segundo o secretário, a vigilância na internet não irá substituir o sistema oficial de notificação da doença. A busca nas redes sociais vem para complementar o controle da dengue, conforme Barbosa. País teve 310 mortes este ano O Estado do Rio de Janeiro lidera as estatísticas de mortes, casos graves e notificações de dengue nos primeiros seis meses deste ano. De janeiro a junho, foram registradas 85 mortes, 3.232 casos graves e mais de 137 mil notificações de dengue, conforme balanço divulgado nesta quarta-feira pelo Ministério da Saúde. O número de mortos pela doença cresceu 157% em relação ao primeiro semestre de 2010. O de casos graves, 58%, enquanto o de notificações aumentou 513% na mesma comparação. Os números do Rio de Janeiro vão de encontro à média nacional, que caiu no mesmo período. De acordo com o ministério, as notificações da doença este ano cairam 18% e as de mortes e os casos graves registraram queda de mais de 40%. Foram registradas em todo o país 310 mortes por dengue contra 554 em 2010. Os casos graves caíram de 14.685 para 8.102. As notificações, de 874 mil para 715 mil. No entanto, em 14 Estados, os números de incidência de dengue aumentaram. Em nove estados, o número de mortes também cresceu. No Ceará, as mortes passaram de cinco para 60 este ano, um aumento de 1.100%. Já o Amazonas teve o maior aumento de notificações da doença na comparação com 2010, passando de 2.785 para mais de 57 mil, quase 2.000% a mais que em 2010. Dos nove Estados da Região Nordeste, seis apresentaram aumento no número de notificações de dengue na comparação com 2010. De acordo com Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do ministério, o aumento do número de casos e de mortes por dengue no Rio e no Amazonas é resultado da recirculação do vírus tipo 1 da dengue. – No ano passado, o Rio de Janeiro foi relativamente preservado da transmissão [do tipo 1]. O Amazonas, talvez pela maior dificuldade de acesso e por ser mais isolado do resto do país, foi atingido pelo vírus no final do ano passado –, explicou o secretário. Em relação aos números do Ceará, Barbosa disse que o serviço estadual de identificação de mortes melhorou. – No caso do Ceará, com um território relativamente grande, notificou-se óbitos em cidades do interior. É a busca maior que encontrou um número maior de casos que os outros.
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