Rio de Janeiro, 10 de Setembro de 2026

Ministério da Saúde barra discriminação por orientação sexual em doação de sangue

Terça, 14 de Junho de 2011 às 13:30, por: CdB
Ministério da Saúde barra discriminação por orientação sexual em doação de sangue

Ao lançar campanha, órgão anunciou expansão de testes mais eficientes

Por: Luiz Braz, da Rede Brasil Atual

Publicado em 14/06/2011, 19:11

Última atualização às 19:22

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São Paulo - O Ministério da Saúdelançou, nesta terça-feira (14), uma campanha de incentivo à doação desangue. Durante atividades relativas aoDia Mundial do Doador de Sangue, o ministro Alexandre Padilha informou quehaverá uma expansão da realização de um teste mais eficiente para todos oshomecentros. Uma portaria estabeleceu, ainda, que a orientação sexual não deve ser usada comocritério para a seleção de doadores de sangue.

A mudança estabelecida pelo ministério diz respeito a critérios de triagem. De acordo com aPortaria 1.353, a orientação sexual não deve mais ser usada comocritério para a seleção de doadores de sangue. Durante a entrevista prévia com os candidatos a doadores, não se pode mais questionar a respeito de orientação sexual, identidade de gênero, hábitos de vida, raça,cor e etnia.

Porém,homens que tenham tido relação sexual com outro homem nos últimos12 meses continuam impedidos de doar sangue. Segundo o ministério, orisco de contágio do vírus HIV neste grupo é alto se comparadoaos heteressexuais.

“Todosos nossos estudos recentes ainda mostram que o risco de homem que fezsexo com homem é 18 vezes maior de ter infecção pelo HIV do que apopulação que não tem esse tipo de atividade sexual. Esse riscoaumentado faz com que se exclua homens que tenham feito sexo comhomem nos últimos 12 meses”, afirmou Padilha.

Teste mais eficiente

O Teste de Ácido Nucleico permite a redução da chamada janela imunológica. Na prática, isso quer dizer que são detectadas doenças contraídas a menos tempo pelo doador. Isso aplica-se ao diagnóstico da Hepatite C – de 70 diaspara 21 – e do vírus HIV – de 21 para 10 dias. Ao diminuir o intervalo de detecção, o teste também aumenta aconfiabilidade, diminuindo os riscos nas transfusões de sangue.

A produtora do teste éa Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Desde maio do ano passado, o sistema é usado nas capitais de quatro estados, São Paulo, Pernambuco, Santa Catarina e Riode Janeiro. Os próximos a receber o Teste NAT serão Distrito Federal e Minas Gerais. Ao todo, oMinistério da Saúde deve investir cerca de R$ 55 milhões nesseprograma.

Para a OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS), há estoques regulares se 1,5% a 3% dapopulação doem regularmente. Ações em redes sociais e entidadesparceiras e flexibilização da faixa-etária tem o objetivo deestimular jovens entre 18 a 29 anos. A nova legislação permite quejovens entre 16 e 17 anos (mediante autorização dos pais ouresponsáveis) e idosos com até 68 anos também possam doar.Anteriormente, a doação ficava restrita a pessoas com idades entre18 e 65 anos.

Com informações da Agência Brasil

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