Rio de Janeiro, 08 de Setembro de 2026

Ministério da Justiça defende melhor tratamento para presidiárias

Terça, 08 de Março de 2005 às 09:58, por: CdB

O departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça, lançou proposta que consiste em humanizar o tratamento dado às mulheres das penitenciárias. Nesta segunda-feira, o ministério promoveu um debate para discutir a situação das mulheres que estão no sistema prisional. Leila Paiva, diretora de reinserção social do Depen, afirmou em entrevista que:
- O Brasil tem uma dívida com as mulheres encarceradas e com mulheres envolvidas em cárcere, que são as esposas e parentes de presos.


Leila disse ainda que em muitas unidades penitenciárias as mulheres ainda não têm direito a visitas íntimas. Além disso, na maioria dos estados não há programas para garantir a manutenção do vínculo entre mães presidiárias e seus filhos:
- Também achamos que as presidiárias podem ser tratadas com mais sensibilidade, devem ter acesso ao espelho, por exemplo, para que continuem exercendo sua feminilidade - diz.

Os trabalhos de reintegração social pós-cárcere, segundo a diretora, também precisam ser melhorados porque apenas os homens recebem cursos profissionalizantes nas penitenciárias:
- As atividades para os homens são voltadas para o mercado de trabalho. As mulheres aprendem serviços domésticos e saem sem nenhuma qualificação específica.

O Depen propõe projetos arquitetônicos diferenciados para penitenciárias femininas, com a construção de creche e local para amamentação. "Também passamos por uma reestruturação em nosso sistema de informação, e em breve teremos condições de saber qual o perfil da mulher que está no sistema penitenciário. Isso vai nos dar condições de elaborar uma política pública nessa área", explica a diretora de reinserção social do ministério.
 

Tags:
Edições digital e impressa