Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Ministério da Fazenda mantém esquema de segurança após ocupação pelo MST

Um dia após ser surpreendida com a ocupação do prédio por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina, a segurança do Ministério da Fazenda foi orientada a só permitir a entrada dos funcionários pelo prédio anexo.

Quarta, 24 de Agosto de 2011 às 05:26, por: CdB
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Um dia após ser surpreendida com a ocupação do prédio por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e da Via Campesina, a segurança do Ministério da Fazenda foi orientada a só permitir a entrada dos funcionários pelo prédio anexo.  –  Todos terão que entrar pelo prédio anexo até que os integrantes do MST deixem Brasília –, informou um dos agentes de segurança. A ordem partiu da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Administração (Spoa) do Ministério da Fazenda. De acordo com informações do gabinete do ministro, "a medida é de precaução em função dos acontecimentos de ontem e em função também da ameaça de outras manifestações de mesma natureza no dia de hoje". O clima em frente ao ministério foi de tranquilidade. Depois de quase sete horas de ocupação, os manifestantes liberaram o acesso ao Ministério da Fazenda. Eles tinham ocupado o saguão de entrada do prédio quando, segundo informações obtidas junta à segurança, havia apenas um agente na portaria central. Para os manifestantes, a ação foi a forma encontrada para pedir rapidez na execução da reforma agrária. Não houve, conforme a administração do edifício-sede do Ministério da Fazenda, danos ao patrimônio público. Com faixas, cartazes, bandeiras e um carro de som, os trabalhadores rurais impediram a entrada dos servidores no ministério. Pelos cálculos da Polícia Militar do Distrito Federal, participaram da manifestação no Ministério da Fazenda cerca de 1,2 mil pessoas. Os manifestantes calculam de 3 mil a 4 mil. O governo prometeu analisar até sexta-feira as reivindicações. Ele querem uma solução para as dívidas dos assentamentos e de pequenos agricultores que somam hoje R$ 30 bilhões, segundo cálculos do MST, e o assentamento de cerca de 60 mil famílias acampadas. Os trabalhadores rurais pretendem reunir cerca de 15 mil pessoas em uma marcha na Esplanada dos Ministérios. As mobilizações também vão ser realizadas em 20 Estados, de acordo com o coordenador do MST e da Via Campesina, Valdir Misnerovicz. –  Esperamos um entendimento. Foram acertados até agora, com o ministro Gilberto Carvalho [chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República] as linhas gerais dos termos para negociação. Qualquer decisão sobre as manifestações, que reúne movimentos do campo e da cidade, será tomada ao longo do dia –, disse Misnerovicz.
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