Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Ministério apresenta nova proposta para pôr fim à crise na saúde

O Ministério da Saúde apresentou hoje uma nova proposta à prefeitura do Rio de Janeiro para pôr fim à crise da saúde no município. Com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a devolução dos hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto à prefeitura, o ministério propõe reassumir a gestão dos quatro hospitais que eram da União e foram municipalizados e se compromete a continuar pagando os salários dos servidores municipais lotados nessas unidades até que sejam substituídos por servidores federais, num prazo de três anos. (Leia Mais)

Quinta, 28 de Abril de 2005 às 11:59, por: CdB

O Ministério da Saúde apresentou hoje uma nova proposta à prefeitura do Rio de Janeiro para pôr fim à crise da saúde no município. Com base na decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou a devolução dos hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto à prefeitura, o ministério propõe reassumir a gestão dos quatro hospitais que eram da União e foram municipalizados e se compromete a continuar pagando os salários dos servidores municipais lotados nessas unidades até que sejam substituídos por servidores federais, num prazo de três anos.

Além disso, o Ministério da Saúde se compromete a investir R$ 39 milhões para administrar e custear integralmente o Serviço de Atendimento Móvel de Saúde (Samu), durante um ano, e depois continuar arcando com 50% do custeio, e a investir R$ 93 milhões na compra de equipamentos e reforma de unidades de saúde do município. Em contrapartida, o ministério exige que a prefeitura continue administrando os postos de atendimento médico e maternidades e cumpra as metas de ampliação dos programas de atenção básica, como o Saúde da Família.

O documento foi entregue aos três subsecretários de Saúde e ao promotor do município, que participaram da segunda reunião para acertar detalhes da devolução das duas unidades. A equipe saiu do encontro sem falar com a imprensa e uma nova reunião foi marcada para as 10 horas da próxima terça-feira (3).

O diretor de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde, Arthur Chioro, que entregou o documento formalmente aos representantes da prefeitura do Rio, disse que, se a proposta for aceita, acaba a intervenção nos hospitais Cardoso Fontes, Andaraí, Lagoa e de Ipanema, tornando sem efeito o termo que transferiu as quatro unidades para o município em 1999.

- Estamos pensando no bem da população, na superação do estado de calamidade pública que a cidade vive e na retomada do funcionamento adequado dos serviços de saúde - afirmou Chioro.

Ele acrescentou que, além disso, o ministério propõe pagar durante seis meses os salários dos profissionais de saúde contratados para os hospitais Souza Aguiar e Miguel Couto no período da intervenção.

- Dessa maneira, o governo federal demonstra seu compromisso com a saúde no Rio de Janeiro. Não vamos deixar que outros interesses interfiram na busca de uma solução negociada que defina essa crise e coloque o sistema de saúde pública na cidade funcionando com segurança e com qualidade para a população - acrescentou.

Arthur Chioro enfatizou que, mesmo com o fim da intervenção nos hospitais do Rio, a prefeitura continuará descredenciada da administração das verbas do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, o dinheiro continuará sendo repassado à Secretaria estadual de Saúde até que a prefeitura do Rio comprove sua capacidade de gestão dos recursos.

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