Em artigo publicado hoje na Folha de S.Paulo sob o título "Aumento maior do salário envolve questão fiscal e política redistributiva", dois cientistas políticos, Rafael Cortez e Felipe Salto, depois de uma análise sobre o salário mínimo afirmam em determinado momento que uma alternativa ao impasse sobre os aumentos anuais seria associar seu reajuste à produtividade da economia. Acontece que a regra atual já o faz. Ela vincula os reajustes não apenas à inflação (dos últimos 12 meses), mas ao crescimento do PIB (de dois anos antes do aumento) que, lato senso, expressa exatamente o aumento de produtividade da economia. Assim, já temos uma regra com forte caráter distributivo de renda. Fora o fato de que durante o governo Lula o salário mínimo foi reajustado em 74% sustentando os benefícios pagos pela Previdência, o seguro desemprego e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) - ou seja, o caráter de justiça social do modelo adotado pela gestão do PT nos últimos 8 anos Brasil. Modelo está na raiz da revolução social no Brasil Afinal, benefícios como os pagos pela pela Previdência Social, o seguro desemprego e a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS) têm seus reajustes atrelados automaticamente aos do salário mínimo e acompanham seus aumentos. Este modelo que tem sido massivamente apoiado pela população, como o demonstra, entre outros pontos, o fato de o PT e o governo terem sido os mais votados nas três últimas eleições nacionais. É um modelo que ainda tem a complementá-lo o tripé investimentos-crédito popular-gastos em diversos outros programas sociais. A execução e o cumprimento dos objetivos deste modelo estão na matriz da verdadeira revolução social realizada no Brasil últimos oito anos. O novo minimo a vigorar no país este ano será votado na próxima 4ª feira pela Câmara dos Deputados. Seu valor (R$ 545,00) já está em vigor por Medida Provisória (MP), a ser substítuída por projeto-de lei já encaminhado ao Congresso Nacional. Leiam na Folha "Aumento maior do salário envolve questão fiscal e política redistributiva" o artigo de Rafael Cortez, doutor em ciência política pela USP e professor da PUC-SP e de Felipe Salto, economista e mestre em administração pública e governo pela FGV-EAESP, ambos também analistas da Tendências Consultoria.
Mínimo já está atrelado à produtividade
Sábado, 12 de Fevereiro de 2011 às 08:36, por: CdB