Sete governos estaduais já concordaram em isentar a banda larga da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para baratear os custos das conexões. A informação foi dada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve em São Paulo, participando de um encontro com bancários para debater sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL). Segundo estimativas de Paulo Bernardo, a desoneração de ICMS poderá baixar para até 25 reais o preço mensal da banda larga. A oferta inicial proposta pelo PNBL é uma conexão com velocidade de 512 Kbps com preço estimado em 35 reais, que poderá cair conforme a negociação que estão em andamento com os Estados. Entretanto, ele ressaltou que não está propondo que as Secretarias de Fazenda cortem o ICMS de todos os serviços de telecomunicações, mas apenas da banda larga. De acordo com Bernardo, a arrecadação de telecomunicações contribui com 12% da receita dos Estados incluindo todos os serviços. A parcela dos tributos com, segundo ele, ainda é pouco representativa devido sua baixa penetração no Brasil. O ministro acredita que a renúncia fiscal para o serviço de banda larga é vantajosa para os governos estaduais. Seu argumento é de que a redução do preço do acesso estimulará outros negócios. “Se tiver banda larga, crescerão as vendas de PCs e a geração de empregos, aumentando a arrecadação nos Estados”. O Minicom quer massificar o acesso internet, como aconteceu com o programa do governo federal "Luz para Todos". Paulo Bernardo disse que ter computador com banda larga se tornou um desejo de consumo dos brasileiros e passou a ser tão importante nas casas como geladeira e máquina de lavar roupa. Da mesma forma que está negociando com os governos estaduais, o Minicom também quer que as teles avancem nos programas de banda larga popular e pediu para que elas façam a lição de casa e apresentem pacotes que baixem os custos dos serviços. O ministro confirmou que, em reunião com o Confaz, solicitou que nenhuma redução de ICMS seja autorizada até que a negociação com as operadoras, de modo a assegurar que a isenção de ICMS seja repassada para o consumidor final, avance. No Estado de São Paulo, por exemplo, há um decreto que permite ofertas de banda larga com isenção de ICMS. A desoneração permitiu à Telefônica e Net oferecerem pacotes a 29,90 reais sem a cobrança do imposto. Ainda durante visita em São Paulo, Bernardo informou que a data de ligação das primeiras 100 cidades contempladas pelo PNBL mudou novamente e passou para maio. A Telebrás estimava cumprir essa etapa em dezembro e prorrogou para abril. A estatal alega que o atraso é devido aos problemas enfrentados na contratação dos fornecedores. Alguns pregões eletrônicos geraram contestação.
Minicom quer apoio dos Estados para baixar preço da banda larga
Sete governos estaduais já concordaram em isentar a banda larga da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para baratear os custos das conexões. A informação foi dada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, que esteve em São Paulo, participando de um encontro com bancários para debater sobre o Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).
Quinta, 17 de Fevereiro de 2011 às 08:48, por: CdB