O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou nesta segunda-feira que o zoneamento agrícola para o plantio de cana-de-açúcar no país deve sair em aproximadamente 10 dias. Segundo Minc, o anúncio será feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.
O zoneamento para o plantio da cana é um assunto que está sendo tratado com cuidado dentro do governo. Lula incluiu em sua agenda a estratégia de buscar a expansão global do uso do etanol, mas enfrenta oposição de vários países preocupados com o avanço da cana em áreas de cultivo de alimentos e também em regiões de floresta.
Com o zoneamento agroecológico do plantio de cana, o governo busca dar uma garantia a eventuais compradores do álcool brasileiro de que o produto não foi produzido à custa da derrubada de árvores.
Minc afirmou que a Amazônia e o Pantanal serão preservados no plano.
– Nenhum hectare da Amazônia e do Pantanal será objeto de usinas. Nenhuma área de mata nativa será desmatada, nehunenhumama área de produção alimentar será substituída por cana. Nós teremos 5,5 milhões de hectares de cana, de áreas sem queimadas aproveitando o vinhoto que era jogado no rio para fazer fertilizante – disse Minc durante lançamento do programa de revitalização e recuperação ambiental do Canal do Fundão, no Rio.
Recentemente, o tema colocou os ministros Carlos Minc e Reinhold Stephanes (Agricultura) em rota de colisão.
Minc afirmou que não se sente vitorioso na polêmica.
– Não era uma queda de braço, mas se o nosso etanol não for 100 por cento verde os outros países vão usar o argumento ambiental para criar uma barreira comercial ao nosso etanol. Tem muita gente lá fora que não gosta do nosso etanol que é bom, bonito e barato. O anúncio vai mostrar que o nosso etanol é 100 por cento verdinho. Quem sai vitorioso nisso tudo é o Brasil, do lado ambiental e comercial – concluiu.