Rio de Janeiro, 29 de Outubro de 2026

Minc anuncia medidas para o saneamento da Zona Oeste

Quinta, 22 de Novembro de 2007 às 13:46, por: CdB

O secretário estadual do Ambiente, Carlos Minc, anunciou nesta quinta-feira quatro medidas para ajudar a reverter o avançado estado de degradação das lagoas da Barra da Tijuca e de Jacarepaguá: uma solução para finalizar a estação de tratamento do Rio Arroio Fundo; a dragagem das lagoas, que estão assoreadas; a instalação de quatro novas ecobarreiras para contenção de lixo flutuante; e a antecipação em um ano de investimentos no saneamento da região.

O anúncio foi feito em meio à vistoria que o secretário fez na Lagoa da Tijuca, a convite do biólogo Mario Moscatelli, que elaborou estudo apontando pontos de degradação ambiental do complexo lagunar e sugerindo soluções para os problemas detectados. Os dois percorreram de barco trechos degradados da Lagoa da Tijuca.

Ao mostrar para Minc o resultado de programa de três anos de recuperação de extensão de quatro quilômetros de manguezais da Lagoa da Tijuca e de retirada de lixo de suas margens, sob sua responsabilidade, Moscatelli comparou: 

— Se o dever de casa for feito, a situação de degradação das lagoas da região é reversível, em prazo de cinco a dez anos —, disse.

Para diminuir o estado de degradação das lagoas, o secretário anunciou que, na próxima quinta-feira, em reunião tripartite, estará intermediando a solução de impasse entre o Ministério dos Esportes e a Prefeitura do Rio de Janeiro. O ministério deverá liberar para o município os R$ 13 milhões que faltam para a conclusão das obras da estação de tratamento na foz do Rio Arroio Fundo, na Lagoa da Tijuca, próxima à Vila do Pan.

Concebida para tratar a água do rio contaminada por esgoto, antes de sua chegada à lagoa, a estação começou a funcionar precariamente antes dos Jogos Pan-Americanos. Mas depois dos jogos, parou de funcionar. Segundo Minc, para a liberação dos recursos, a prefeitura terá que comprovar a conclusão de algumas ações acordadas com o governo federal, como a duplicação de trecho da Av. Ayrton Senna, na Barra da Tijuca. 

— Essa será a grande contribuição do Pan-Americano para a despoluição das lagoas da Barra e de Jacarepaguá —, comemorou o secretário estadual do Ambiente.

Para revitalizar e melhorar a circulação das águas das lagoas da Barra e de Jacarepaguá, Minc anunciou que, na semana que vem, fechará acordo com empresários da construção civil para, em conjunto com a Serla, dragarem 1 milhão de m3 de lodo do fundo do complexo lagunar – que será utilizado para o nivelamento de terrenos da região.

No início de 2008, com cerca de R$ 400 milhões do Fundo Estadual de Conservação Ambiental (Fecam), a Serla instalará quatro novas ecobarreiras em trechos das lagoas onde deságuam rios da região, como o Rio das Pedras, para evitar que toneladas de lixo cheguem ao complexo lagunar e possam ser retirados com mais facilidade.

A operação e manutenção dessas barreiras de contenção de lixo serão financiadas por redes de supermercados, como parte de acordo, recentemente fechado pelo secretário do Ambiente, de contrapartida da lei estadual que obriga os estabelecimentos comerciais a recomprar embalagens plásticas e de PET.

Minc anunciou ainda que está antecipando em um ano investimentos em saneamento ambiental da região, com recursos do Fecam.

– Vamos manter uma média de investimentos anuais de R$ 60 milhões no saneamento da Barra e de Jacarepaguá —, disse.
 
Foi antecipada, de 2008 para este ano, a compra de oito quilômetros de tubos de esgoto para a linha de recalque que liga a rede do Recreio à elevatória de Marapendi, que já está conectada ao emissário submarino da Barra. E será antecipado, de 2009 para 2008, o término da conclusão da elevatória do Recreio.

Além disso, o esgoto da favela do Terreirão, no Recreio dos Bandeirantes, será canalizado e conectado ao emissário submarino, através da elevatória de Marapendi. As obras começam no início de 2008. Também no início do ano que vem, será

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