As discussões sobre a transposição do Rio São Francisco ganharam, nesta sexta-feira, o 1º Seminário Micro-Regional do Meio Ambiente da Bacia do Rio São Francisco foi realizado em Manga, no Norte de Minas.
O evento reuniu representantes da sociedade civil, órgãos ambientais municipais, estaduais e federais, polícia ambiental e Ministério Público para discutir o tema e traçar estratégias de ação no âmbito local para enfrentar problemas ambientais graves da região.
Durante o seminário, foi apresentado o Projeto de Gestão Municipal Ambiental para 74 municípios do Norte de Minas da Bacia do Rio São Francisco.
O projeto foi criado pela Emater-MG, Copam Regional, Amans, Fundação Santo Agostinho e Promotoria de Justiça do Rio São Francisco.
O representante da Emater-MG no Programa de Revitalização do Rio São Francisco, José Ricardo Roseno, fez uma palestra sobre o Projeto de Manejo Integrado de Sub-Bacias Hidrográficas em áreas selecionadas na Bacia do São Francisco.
De acordo com o coordenador Técnico de Meio Ambiente da Emater-MG, Ênio Resende de Souza, a Bacia do Rio São Francisco está num estado de degradação bastante acentuado.
- Um dos problemas é a contaminação da água do rio. Outro é a destruição da cobertura do solo que afeta a quantidade e a qualidade das águas do São Francisco - comentou Ênio.
O técnico explicou que as áreas urbanas têm contribuído nesse processo de degradação, lançando esgoto e lixo nas águas. Além disso, há os produtos tóxicos provenientes das indústrias e agroindústrias.
Na parte rural, segundo Ênio, existe a questão das estradas vicinais inadequadas com problemas de drenagem e construção, gerando sedimentos que causam o assoreamento dos leitos dos rios.
Outro problema é a erosão em solos cultivados, o desmatamento, as queimadas e o uso de agrotóxicos.
- A Emater trabalha na parte rural na recuperação das áreas degradadas, revegetação de nascentes e matas ciliares e na educação ambiental dos produtores rurais - afirmou.
Ênio salientou que, além de eliminar a poluição do rio e recuperar áreas degradadas, é importante ainda fazer um trabalho de preservação dos ambientes que ainda se mantêm conservados.
- Existem ambientes que estão sadios na bacia, que precisam ser preservados para garantir a qualidade e a quantidade da água - ressaltou o coordenador de Meio Ambiente.