Rio de Janeiro, 06 de Setembro de 2026

Miller afirma que fracasso da CIG é responsabilidade de todos os países

Sábado, 13 de Dezembro de 2003 às 15:01, por: CdB

O primeiro-ministro polonês, Leszek Miller, disse neste sábado, que os 25 países que participaram das negociações sobre a futura Constituição européia são responsáveis "igualmente" pela falta de um acordo.

- A co-responsabilidade da Polônia é a mesma que a do resto dos países - afirmou em entrevista coletiva Miller, que advogou por "mais tempo e debate" para superar os empecilhos que impediram o êxito das negociações.

Depois das reuniões que os líderes europeus mantiveram hoje em Bruxelas para tentar desbloquear a distribuição de poder, Miller afirmou que a posição da Polônia, que se opunha junto com a Espanha ao sistema de voto proposto pela Convenção, "não surpreendeu a ninguém".

O primeiro-ministro polonês lembrou que se trata da mesma colocação que a Polônia expôs na cúpula européia celebrada em Salônica em junho passado, quando se apresentou a minuta de texto constitucional.

- Ninguém está satisfeito de não haver podido alcançar um acordo -  disse o primeiro-ministro polonês, que assegurou que as negociações dos dois últimos dias se desenvolveram em um ambiente de entendimento e respeito, "sem pressões nem agressões".

- Todos estamos de acordo que necessitamos mais tempo para aprofundar no debate e buscar soluções - acrescentou.

Miller confiou em que os países alcancem um acordo sobre a distribuição de poder que permita aprovar o texto constitucional durante a presidência rotativa irlandesa, que começará no dia 1 de janeiro do próximo ano.

A futura presidência "não partirá do zero", insistiu Miller, que insistiu em que a maioria das propostas sobre a futura Carta magna européia já foram consensuadas.

O possível acordo sobre o sistema de votação, disse por sua vez o ministro de Exteriores polonês, Vlodzimierz Cimoszevicz, exigiria um compromisso "razoável e aceitável".

- Por favor, necessitamos mais paciência e tempo - acrescentou.

Miller insistiu por outro lado na necessidade de aprofundar no debate político e implicar nele a sociedade civil de todos os países envolvidos neste processo, dado que "a Constituição não é um texto para os governos, mas para os cidadãos".

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