Rio de Janeiro, 23 de Fevereiro de 2026

Militares pedem mais recursos para fronteira na Amazônia

A comitiva que desde sexta-feira acompanha o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nas visitas aos postos militares fronteiriços do Comando Militar da Amazônia (CMA) esteve neste sábado nos pelotões de Yauaretê e de Querari, no Amazonas. Os militares reclamaram mais recursos para desenvolverem programas e obras nos pelotões e nas comunidades. (Leia Mais)

Domingo, 14 de Outubro de 2007 às 12:04, por: CdB

A comitiva que desde sexta-feira acompanha o ministro da Defesa, Nelson Jobim, nas visitas aos postos militares fronteiriços do Comando Militar da Amazônia (CMA) esteve neste sábado nos pelotões de Yauaretê e de Querari, no Amazonas. Os militares reclamaram mais recursos para desenvolverem programas e obras nos pelotões e nas comunidades. Por causa da chuva, a ida à base de Pari-Cachoeira foi cancelada.

Integram o grupo a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Machado, e os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Teori Albino Zavascki, Gilson Dipp, Antônio Herman Benjamim, Francisco César Rocha e Ari Pargendle.

O CMA reúne militares do Exército, Aeronáutica e Marinha, que fiscalizam mais de 11 mil quilômetros de fronteiras com sete países sul-americanos. Na primeira parada do roteiro, Yauaretê, a comitiva conheceu as instalações do 1º Pelotão Especial de Fronteira (PEF). No local, a poucos metros da fronteira com a Colômbia, vivem cerca de 50 militares e seis mil civis, atendidos exclusivamente pelos dois médicos militares do pelotão.

Na área, segundo o CMA, há indígenas das etnias Piratapuia, Tucano, Tariano, Cubeo, Guanano, Dessano, Tuyuca, Arapaço e Rúpda. Ao levar o grupo para ver as obras de ampliação da pista de pouso do pelotão, os militares aproveitaram para reclamar mais recursos.

A pista, que hoje tem 1.640 metros, vai ganhar mais 400 metros, a fim de receber aeronaves de maior porte, o que permitirá a criação de um centro de apoio logístico à população, já que todo o mantimento e medicamento que abastece a tropa e a comunidade chegam em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB).

O comandante do VII Comar, major-brigadeiro José Eduardo Xavier, resumiu para o secretário Nelson Machado a importância da obra. "A questão não é se vai ou não vai ficar caro. Esta é uma obra que tem de ser feita". O brigadeiro Xavier estima que, se houver recursos, o serviço estará concluído dentro de dois anos, realizada por pessoal contratado temporariamente pelo Comar.

À tarde, a comitiva seguiu para Querari, onde conheceu o 2º PEF. Construída em 1988, a base fica à margem do Rio Uaupes, que separa o território brasileiro da Colômbia. De acordo com o CMA, o número de militares do pelotão chega a 50.

Após o cancelamento da visita ao 6º PEF, em Pari-Cachoeira, as autoridades retornaram a São Gabriel da Cachoeira. Neste domingo, sem a presença de Dilma Roussef, que viajou para o Rio de Janeiro, a comitiva visitará os PEF de Vila Bittencourt e de Ipiranga. Depois vão para Tabatinga, onde vão conhecer a unidade da capitania fluvial e o Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta).

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