Os 15 militares britânicos libertados pelo Irã depois de duas semanas de impasse diplomático retornaram à Grã-Bretanha nesta quinta-feira onde foram questionados sobre o incidente e suas implicações. Assim que o vôo BA6634 vindo de Teerã aterrissou no aeroporto Heathrow, em Londres, às 12h02 (8h02, horário de Brasília), o grupo começou a bater palmas.
Vestindo uniformes militares e carregando bagagem de mão, eles posaram rapidamente para fotos antes de embarcarem no helicóptero que os levou a uma base em Chivenor, Devon, 320 km a sudoeste de Londres, para um encontro reservado com as famílias, a realização de exames médicos e o relato da situação.
Ainda nesta quinta-feira, morte de quatro soldados britânicos no Iraque, país vizinho ao Irã, diminuiu a alegria pela volta dos 15 fuzileiros e marinheiros, disse o primeiro-ministro britânico,Tony Blair. "Ao mesmo tempo em que comemoramos a volta de 15 soldados, também lamentamos e sofremos com a perda de quatro de nossos homens em Basra, que foram mortos vítimas de um ato terrorista", ele declarou aos repórteres durante o pouso do avião.
O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad declarou quarta-feira, em entrevista coletiva exibida em todo o mundo, que decidiu perdoar e libertar os 15 soldados apesar de a Grã-Bretanha não ter sido "corajosa o suficiente" para admitir que eles invadiram águas iranianas vindos do Iraque.
As declarações cuidadosamente preparadas foram vistas por alguns como uma tentativa de suavizar a imagem anti-ocidental da ex-Guarda Revolucionária Iraniana no exterior. Mas nem todos concordam.
"A má notícia para Teerã é que o povo britânico está mais disposto a ver o Irã como vilão agora", disse Dan Plesch, autor e comentarista sobre proliferação nuclear na London's School of Oriental and African Studies.