Rio de Janeiro, 06 de Abril de 2026

Militares isralenses e militantes palestinos travam intenso combate

Combates intensos foram travados entre as forças israelenses e militantes palestinos no norte da Faixa de Gaza, nesta quinta-feira, depois de Israel ter enviado tanques e veículos blindados para a área a fim de impedir o lançamento de foguetes da região. (Leia Mais)

Quinta, 06 de Julho de 2006 às 08:10, por: CdB

Combates intensos foram travados entre as forças israelenses e militantes palestinos no norte da Faixa de Gaza, nesta quinta-feira, depois de Israel ter enviado tanques e veículos blindados para a área a fim de impedir o lançamento de foguetes da região.

Tanques e helicópteros militares dispararam contra locais ocupados pelos militantes palestinos na cidade de Beit Lahiya. Integrantes de várias facções responderam com armas automáticas.

As forças israelenses ocuparam três antigos assentamentos judaicos na Faixa de Gaza durante na noite, ampliando uma ofensiva iniciada na semana passada com a meta principal de trazer para casa um soldado capturado.

A incursão, ordenada pelo primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, criou uma "zona de segurança" depois de integrantes do Hamas, atualmente no comando do governo palestino, terem disparado foguetes contra uma grande cidade de Israel.

Beit Lahiya fica perto de três assentamentos hoje em ruínas. Enquanto os combates se intensificavam, tanques entraram na parte ocidental da cidade, onde se depararam com a resistência de membros do Hamas, da Jihad Islâmica e das Brigadas de Mártires de Al Aqsa, ligadas ao movimento Fatah (do presidente palestino, Mahmoud Abbas). As ruas estavam quase vazias, já que os moradores da cidade buscaram refúgio em suas casas.

Com o apoio de helicópteros, os tanques ingressaram nas ruínas de três dos 21 assentamentos esvaziados depois de Israel ter se retirado da Faixa de Gaza, em 2005, colocando fim a 38 anos de ocupação. Um militante do Hamas foi morto em um ataque aéreo.

- Nossa presença ali não significa que pretendemos continuar na Faixa de Gaza. Desejamos simplesmente evitar os disparos (de foguetes) contra nossas cidades - afirmou o ministro da Infra-Estrutura Nacional de Israel, Binyamin Ben-Eliezer, membro do gabinete de segurança de Olmert.

Os militares disseram que as forças israelenses continuariam na área, localizada a vários quilômetros da fronteira, "até completarem sua missão", e pediram aos civis palestinos que não se aproximassem das zonas de combate.

Foguetes são disparados com frequência dos antigos assentamentos. Foguetes lançados pelo Hamas atingiram Ashkelon, uma cidade de 115 mil habitantes, na terça e na quarta-feira. Esse foi o ponto mais distante da fronteira a ser atingido pelos foguetes, que deixam poucas vítimas, mas provocam pânico generalizado.

A intensificação da ofensiva no norte da Faixa de Gaza fez aumentar a pressão sobre o governo liderado pelo Hamas, que já enfrenta ameaças israelenses em virtude do sequestro do cabo Gilad Shalit, no dia 25 de junho. Integrantes do grupo militante participaram da ofensiva que terminou com a captura do israelense.

- Não vamos afundar no pântano de Gaza, mas vamos entrar em qualquer área onde precisemos realizar missões - disse o ministro israelense de Defesa, Amir Peretz, na quarta-feira.

Os combates na região diminuíram o entusiasmo com o plano do governo de abandonar alguns assentamentos isolados da Cisjordânia, ao mesmo tempo em que fortaleceram a posição dos grandes blocos de colonos existentes nessa região.

Os adversários de Olmert disseram que a lição da Faixa de Gaza é a de que ceder terras não significa alimentar a paz.

Os palestinos tentam obter o controle ao menos da Cisjordânia e da Faixa de Gaza, territórios ocupados em 1967 por Israel, para criar um Estado que teria em Jerusalém Oriental (parte árabe da cidade) sua capital. O Hamas defende a destruição do Estado judaico.

No total, 11 palestinos, quase todos militantes, foram mortos desde o começo da ofensiva. Israel também prendeu dezenas de autoridades do Hamas, fazendo aumentar a pressão sobre o governo palestino, que já sofre com o embargo internacional de ajuda.

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