Um grupo de 34 oficiais de reserva israelenses, todos eles colonos, ameaçou em carta publicada nesta quinta-feira desobedecer qualquer ordem de retirar assentamentos judaicos durante o plano de saída de Gaza.
A carta, publicada pelo jornal "Yedioth Ahronoth", é o sinal mais forte até agora de uma possível recusa em massa de cumprir o plano do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, de remover todos os 21 assentamentos judaicos de Gaza e quatro dos 120 da Cisjordânia neste ano.
- Exigimos que o Exército não nos force a tomar ação que viola nossas crenças e consciência - disse o grupo que, segundo o jornal, inclui quatro comandantes de batalhoes, na carta ao comandante de sua brigada.
- Acreditamos que qualquer ordem de implementar o 'desligamento' é ilegal. Um soldado é proibido de realizar este tipo de ordem, de acordo com as leis do país e do código de conduta das Forças de Defesa de Israel - disse o grupo.
Líderes de colonos disseram nesta semana que milhares de soldados contrários à etirada de assentamentos em territórios que Israel capturou na guerra de 1967 vão se recusar a remover colonos de suas casas.
- Esta carta é um fenômeno perigoso - disse Yuval Shteinitz, presidente do influente Comitê de Defesa e Assuntos Exteriores do Parlamento, à Rádio Israel.
- Desobediência é perigosa. Pode desmantelar o Exército - disse ainda.
O Exército é visto em Israel como uma força unificadora, acima da turbulenta política do país. Shteinitz exortou as autoridades a levarem soldados amotinados à corte marcial.
Militares da reserva israelense protestam contra saída de Gaza
Quinta, 06 de Janeiro de 2005 às 08:21, por: CdB