Rio de Janeiro, 13 de Setembro de 2026

Militares buscam armas enterradas por traficantes da Maré

Um grupo de 15 militares do 1º Batalhão de Engenharia de Combate-Escola do Exército fizeram nesta sexta-feira no Complexo de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, uma operação de buscas a armamentos enterrados por traficantes que agem na comunidade.

Quarta, 26 de Março de 2014 às 07:43, por: CdB
complexo-da-mare-zona-norte-do-rio-de-janeiro-rj.jpg
A operação de busca e apreensão de armamento em pontos específicos do Complexo da Maré foi uma solicitação da Secretaria de Estado de Segurança Pública
Um grupo de 15 militares do 1º Batalhão de Engenharia de Combate-Escola do Exército fizeram nesta quarta-feira no Complexo de Favelas da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro, uma operação de buscas a armamentos enterrados por traficantes que agem na comunidade. Por enquanto os militares estão de prontidão no batalhão da Polícia Militar da Maré, aguardando orientações do Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar (Bope). Na operação, os militares utilizaram detectores de metal de alta precisão, capazes de localizar a até 30 centímetros de profundidade objetos do tamanho de uma agulha. Como os militares não trabalham armados, a segurança da operação será feita por policiais militares, que ocupam a comunidade. O capitão Rafael Medeiros, que coordena a equipe, disse que as buscas serão feitas “em pontos específicos identificados pelo Bope como sendo locais com probabilidade de ter armamentos enterrados ou escondidos”. - Vamos detectar pontos suspeitos levantados pelo batalhão aqui na Maré. O equipamento é para fazer a detectacao de metal, ele evita a varredura desnecessária. Ele pode localizar  um prego, uma agulha enterrados em uma profundidade de 30 centímetros. É um equipamento importado e nos já usamos em outros trabalho - explicou o capitão. O capitão afirmou que os oficiais não vão estar armados durante a ação desta quarta.  Dez detectores serão usados. Cada militar levara também um capacete, colete e roupas antiexplosão. - Nós estamos prestando agora apenas um apoio à Secretaria de Segurança. A gente vai ter um primeiro contato com a área, o que já da para fazer um levantamento. Temos hoje 15 militares. Aqui é uma equipe específica, de trabalho de apoio ao Bope. Nós vamos trabalhar sem arma, porque pode afetar o desempenho do equipamento - diz Medeiros. Um grupo de militares do Exército esteve na Maré nesta terça-feira por volta das 16h30 e ficaram 40 minutos no local. A incursão terminou com a apreensão de uma máquina de contar dinheiro. Os policiais que trabalham na comunidade fizeram um mapa que delimitou a área frequente de confrontos; um dos trechos atravessa todo o Conjunto de Favelas da Maré. De acordo com informações do portal G1. A previsão é que o trabalho envolvendo o Exército dure o dia todo. As comunidades Parque União e Nova Holanda estão ocupadas pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope) desde sexta-feira. A operação de busca e apreensão de armamento em pontos específicos do Complexo da Maré foi uma solicitação da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
Tags:
Edições digital e impressa