O Comando Militar do Leste avaliou, nesta segunda-feira, as ações realizadas durante 10 dias nas favelas cariocas em busca de armas roubadas de uma unidade militar do bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. O relações-públicas do comando, coronel Fernando Lemos, informou que a operação militar não foi desarticulada, mas entrou em uma nova fase, com base em informações fornecidas pelos moradores das comunidades e pelo Disque-Denúncia.
O coronel Lemos explicou que as tropas do Exército desocuparam neste domingo os morros da Providência e da Mangueira porque expirou o prazo do mandado de busca e apreensão concedido pela Justiça para a ação de recuperação das armas roubadas. As tropas, integradas por cerca de 400 homens, foram desmobilizadas nos morros da Mangueira e da Providência, onde aconteceram os principais confrontos entre soldados e traficantes desde o último dia 3, data em que Comando Militar do Leste determinou que as favelas cariocas deveriam ser ocupadas até que fossem recuperados os 10 fuzis e uma pistola.
Apesar da retirada, o Comando Militar do Leste (CML), segundo seu porta-voz, o tenente-coronel Munir El Mohi, as operações vão continuar, mas houve uma mudança promovida desde o final da tarde deste sábado.
- O momento é de mobilidade - disse El Mohi.
Segundo ele afirmou, embora o objetivo principal das ocupações não tenha sido atingido ainda, o Exército comemora outras vitórias.
- Encontramos grande quantidade de armas, munição e drogas - disse.
Na madrugada deste domingo, houve troca de tiros entre soldados e traficantes e um protesto na favela da Metral, mas sem feridos.
Assalto
Sete homens vestindo roupas camufladas e toucas ninja invadiram o Estabelecimento Central de Transportes (ECT), renderam e agrediram soldados responsáveis pela guarda e roubaram armas que estavam em armários. Um inquérito policial militar foi instaurado após o roubo. Para realizar a operação em busca das armas, o Exército obteve mandados de busca na Justiça Militar. No total, dez morros e favelas foram ocupados pelo Exército desde o dia 4.