Rio de Janeiro, 21 de Abril de 2026

Militares avaliam ocupação dos morros no Rio

O Comando Militar do Leste avaliou, nesta segunda-feira, as ações realizadas durante 10 dias nas favelas cariocas em busca de armas roubadas de uma unidade militar do bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. (Leia Mais)

Segunda, 13 de Março de 2006 às 07:23, por: CdB

O Comando Militar do Leste avaliou, nesta segunda-feira, as ações realizadas durante 10 dias nas favelas cariocas em busca de armas roubadas de uma unidade militar do bairro de São Cristóvão, na Zona Norte do Rio. O relações-públicas do comando, coronel Fernando Lemos, informou que a operação militar não foi desarticulada, mas entrou em uma nova fase, com base em informações fornecidas pelos moradores das comunidades e pelo Disque-Denúncia.

O coronel Lemos explicou que as tropas do Exército desocuparam neste domingo os morros da Providência e da Mangueira porque expirou o prazo do mandado de busca e apreensão concedido pela Justiça para a ação de recuperação das armas roubadas. As tropas, integradas por cerca de 400 homens, foram desmobilizadas nos morros da Mangueira e da Providência, onde aconteceram os principais confrontos entre soldados e traficantes desde o último dia 3, data em que Comando Militar do Leste determinou que as favelas cariocas deveriam ser ocupadas até que fossem recuperados os 10 fuzis e uma pistola.

Apesar da retirada, o Comando Militar do Leste (CML), segundo seu porta-voz, o tenente-coronel Munir El Mohi, as operações vão continuar, mas houve uma mudança promovida desde o final da tarde deste sábado.

- O momento é de mobilidade - disse El Mohi.

Segundo ele afirmou, embora o objetivo principal das ocupações não tenha sido atingido ainda, o Exército comemora outras vitórias.

- Encontramos grande quantidade de armas, munição e drogas - disse.

Na madrugada deste domingo, houve troca de tiros entre soldados e traficantes e um protesto na favela da Metral, mas sem feridos.

Assalto

Sete homens vestindo roupas camufladas e toucas ninja invadiram o Estabelecimento Central de Transportes (ECT), renderam e agrediram soldados responsáveis pela guarda e roubaram armas que estavam em armários. Um inquérito policial militar foi instaurado após o roubo. Para realizar a operação em busca das armas, o Exército obteve mandados de busca na Justiça Militar. No total, dez morros e favelas foram ocupados pelo Exército desde o dia 4.

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