Principal comandante do governo Bush, o almirante Mike Mullen, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, reuniu-se, nesta segunda-feira, com o primeiro escalão militar de Israel, depois de o Estado judaico manifestar sua discordância em relação a um relatório da inteligência norte-americana que minimizou a ameaça do programa nuclear iraniano. Fontes militares também informaram que o almirante Mullen conversou com o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, e com membros dos serviços de inteligência locais, que argumentam que o Irã mantém o desenvolvimento de armas nucleares e poderá obtê-las até 2010.
A Estimativa de Inteligência Nacional dos EUA, divulgada na semana passada, diz que o Irã abandonou em 2003 seu programa de armas atômicas, embora mantenha instalações de enriquecimento de urânio que lhe permitiria obter, na próxima década, material para tais armas. O Irã diz que o relatório comprovou seu argumento, o de que o programa atômico do país está voltado apenas à geração de eletricidade com fins civis.
O premiê de Israel, Ehud Olmert, no domingo criticou o relatório e disse que Israel mantém suas avaliações sobre o programa militar iraniano. Israel supostamente tem armas nucleares, mas vê o Irã como uma ameaça à sua própria existência. O Pentágono também minimizou a importância da Estimativa de Inteligência Nacional.