Militantes sunitas ocupam mais duas cidades no Iraque
Militantes islamistas no Iraque tomaram mais duas cidades nesta sexta-feira, aumentando as áreas sobre seu controle no país e intensificando os temores de uma ofensiva contra Bagdá. Os islamistas sunitas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIS, na sigla em inglês) ocuparam Saadiya e Jalawla na província de Diyala. As forças de segurança do governo abandonaram suas bases na região.
Muitas famílias começaram a deixar Mosul depois de ocupação por sunitas
Militantes islamistas no Iraque tomaram mais duas cidades nesta sexta-feira, aumentando as áreas sobre seu controle no país e intensificando os temores de uma ofensiva contra Bagdá. Os islamistas sunitas do Estado Islâmico do Iraque e Levante (ISIS, na sigla em inglês) ocuparam Saadiya e Jalawla na província de Diyala. As forças de segurança do governo abandonaram suas bases na região.
O ISIS já havia ocupado anteriormente as cidades de Mosul e Tikrit. Analistas temem que os insurgentes islamistas sunitas estejam se deslocando rumo ao Sul, em direção a Bagdá e outras áreas controladas pela maioria xiita, que os militantes sunitas veem como "infieis".
Para o editor da agência britânica de notícias BBC, Jeremy Bowen, o avanço dos insurgentes sunitas no Iraque pode ter grande impacto, com potencial de redesenhar as fronteiras na região.
Bowen diz que o grupo pode almejar a criação de um emirado islamista na região, unindo partes do Iraque e da Síria que estão sob seu comando.
A ascensão do ISIS poderia provocar um conflito tanto com o governo xiita do premiê iraquiano, Nouri Maliki, quanto com o Irã, país também governado por uma maioria xiita.
O governo dos Estados Unidos disse estar considerando "todas as opções" contra os insurgentes sunitas, sem descartar a possibilidade de envio de tropas ao Iraque.
Reforços do Iraque
O braço sírio do grupo Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) suspendeu os combates na Síria ao mesmo tempo em que estava levando armas do país para dentro do território iraquiano, disse nesta sexta-feira um grupo que monitora a violência.
O EIIL, um grupo dissidente da al Qaeda, vem combatendo grupos rebeldes rivais na Síria há meses e ocasionalmente entrou em confronto também com forças do presidente sírio, Bashar al-Assad.
Mas seus combatentes aparentemente fizeram uma pausa na Síria nesta semana, especialmente em seu bastião no Leste do país, próximo à fronteira com o Iraque, em um momento no qual seu braço iraquiano estava fazendo rápidos avanços militares.
Rami Abdulrahman, dirigente do Observatório Sírio dos Direitos Humanos, disse que o EIIL pode ter negociado uma trégua com as brigadas rebeldes rivais na Síria, embora ainda estivesse impondo cercos em partes da cidade de Deir al-Zor, no leste, onde forças de Assad e rebeldes da Frente Nusra, afiliados à al Qaeda, também estavam presentes.
- (O EIIL) não tem lutado há dias. Não sabemos exatamente por quê. Há algum combate no nordeste de Aleppo - disse Abdulrahman à agência inglesa de notícias Reuters por telefone.
Os confrontos entre grupos rebeldes e forças do governo continuaram em todas as frentes de guerra na Síria, disse ele.
Segundo Abdulrahman, o EIIL, grupo islâmico sunita que avançou no norte do Iraque e ameaça Bagdá, quer estabelecer seu próprio Estado no estilo medieval entre a Síria e Iraque, levou armas para o leste sírio.
- Nossos monitores viram armas na estrada na Síria - disse ele.
Fotos postadas em redes sociais por apoiadores do EIIL também parecem mostrar equipamentos militares, incluindo carros de patrulha Humvee, de fabricação norte-americana, sendo trasladados.
À Reuters não pôde confirmar onde as fotos foram tiradas.
O EIIL conquistou mais terreno no Iraque durante a noite, avançando sobre duas cidades na província de Diyala, ao passo que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, Está considerando a possibilidade de ataques militares para deter a ofensiva rebelde no Iraque.
Tags:
Relacionados
Edições digital e impressa
Utilizamos cookies e outras tecnologias. Ao continuar navegando você concorda com nossa política de privacidade.