Enquanto acontecia, em Santiago do Chile, o Fórum Econômico Mundial sobre América Latina, que reuniu nesta quinta-feira cerca de 300 líderes políticos e empresariais - entre eles o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva -, a Associação por uma taxa para as Transnacionais Financeiras e Ação Cidadã (Attac) realizava, um evento paralelo para denunciar os resultados negativos deste Fórum e ouvir especialistas para tratar de alternativas aos modelos econômicos vigentes.
A exposição de denúncia se realizou no Paseo Ahumada com Huérfanos. Ainda na capital chilena, na livraria Le Monde Diplomatique, um grupo de economistas expôs as alternativas ao modelo vigente, aos impostos globais e aos royalties. As propostas serão encaminhadas ao Fórum Mundial Econômico, que acontece sob o lema "O poder de uma Agenda Regional Positiva".
O documento entregue pela Associação leva o título América Latina e Chile não são mercadorias. O texto ressalta que "as grandes empresas e as multinacionais só buscam melhores mercados para explorar seus recursos naturais, para aumentar seus lucros por meio da especulação financeira, apropriar-se dos serviços depois de pressionar por sua privatização". O texto ainda acrescenta que, em vez de abrir mais o país para a voracidade das multinacionais (como os transgênicos da Monsanto), o Chile deveria pensar em mecanismos para distribuir melhor a riqueza, debater seriamente uma profunda reforma tributária e legislar a aplicação de royalties para a mineração, a salmonicultura e aos recursos naturais ameaçados.