Rio de Janeiro, 27 de Maio de 2026

Militantes islâmicos juram vingança durante funeral em Gaza

Sexta, 02 de Maio de 2003 às 16:30, por: CdB

Militantes islâmicos juraram vingança e declararam nesta sexta-feira oposição ao novo primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, durante uma missa fúnebre pelos 12 palestinos mortos num ataque israelense na faixa de Gaza. Dezenas de milhares de pessoas, incluindo atiradores do Hamas, de grupos da Jihad Islâmica e da Brigada dos Mártires de Al Aqsa, afiliada à Fatah, da qual pertencem o presidente Yasser Arafat e Abbas, marcharam da principal mesquita de Gaza até o cemitério da cidade. "Não, não a Abu Mazen", gritavam alguns na multidão, usando o nome de guerra do primeiro-ministro reformista que já declarou sua oposição ao uso de armas por militantes e aceitou o "mapa para a paz", proposto pelos Estados Unidos. "Nossos homens vão atacar as cidades israelenses", bradavam alto-falantes, enquanto os militantes, alguns mascarados, marchavam carregando rifles automáticos e lançadores de morteiros. "A vingança virá em breve". Doze palestinos, incluindo uma criança de 2 anos, foram mortos na última quinta-feira (1) quando as forças israelenses invadiram Gaza em busca de militantes procurados. O garoto foi enterrado no mesmo dia. Testemunhas afirmaram que seis dos mortos eram civis, incluindo um garoto de 13 e outro de 17 anos, e seis eram militantes. Israel iniciou a ofensiva um dia depois do ataque suicida lançado por um britânico islâmico numa casa noturna de Tel Aviv, que matou três pessoas. O Hamas e a Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiram a responsabilidade pelo atentado. O surto de violência prejudicou os esforços do "quarteto" de mediadores - EUA, ONU, União Européia e Rússia - para convencer ambos os lados a começar a implementar o "mapa para a paz". O Secretário de Estado dos EUA, Colin Powell, deve iniciar as conversas com Israel e autoridades palestinas da Cisjordânia até o final da próxima semana para pressionar pelo início do plano de paz, que inclui medidas imediatas para garantir a confiança na construção de um Estado Palestino até 2005.

Tags:
Edições digital e impressa