Já se passaram 16 dias desde que três integrantes do Exército Popular Revolucionário (EPR) foram seqüestrados em Oaxaca e não se sabe nada sobre eles, informou nesta terça-feira Zacarías Cervantes, correspondente em Chilpancingo do jornal El Sur, de Acapulco.
Dois grupos revolucionários, a Tendência Democrática Revolucionária-Exército do Povo (TDR-EP) e o Exército Popular Revolucionário (EPR), exigiram provas de que eles estão vivos e denunciaram que estão sendo "brutalmente torturados".
Também denunciam que com o pretexto do combate ao narcotráfico e à delinqüência organizada se está cometendo "excessos contra a população".
A Tendência Democrática Revolucionária-Exército do Povo denuncia que Reymundo Rivera Bravo e Edmundo Reyes Amaya e outro guerrilheiro que não se conhece o nome, foram detidos em Oaxaca em 25 de maio e estão tendo violentandos seus direitos e garantias constitucionais.
O EPR denuncia que a 15 dias da detenção de Raymundo Rivera Bravo e Edmundo Reyes Amaya, "detidos-desaparecidos pelas forças repressivas do Estado mexicano, o seqüestro e a ilegal detenção seguem sendo negada pelas distintas autoridades dos diferentes níveis de governo".
Acrescenta que com essas ações o "ilegítimo" presidente Felipe Calderón "está desvelando seu verdadeiro rosto; o rosto do fascismo. Já o havíamos dito que com a chegada de Calderón era transitar pela vereda do fascismo".
O EPR denuncia que com o argumento "baladí" do combate ao narcotráfico e à delinqüência organizada o governo federal militarizou o país; "se implantou um Estado de exceção onde as medidas policiais-militares pretendem suplantar as liberdades estipuladas na Constituição".
O grupo guerrilheiro assinala que com essas ações se está violentando os direitos humanos, enquanto que para o bloco governante o que importa é sua vocação repressiva em nome de uma falsa segurança, disse o comunicado.
"Em poucas palavras a oligarquia, o "bigorde", os homens neoliberais e a cúpula religiosa pretendem impor uma ditadura policial-militar para preservar seus mesquinhos interesses e prolongar a existência desse regime de opressão", acrescentou.
Destaca que os reiterativos discursos do "ilegítimo" presidente Felipe Calderón de aplicar mão dura e de assumir os custos que do disso deriva não é mais que a expressão de sua fixação por medidas fascistas, ficando em descoberto sua vocação repressiva".
O EPR denuncia que com a detenção-desaparição de Raymundo e Edmundo "fica de manifesto que o verdadeiro objetivo de sua guerra contra o crime e a delinqüência organizada, só constitui uma mascarada, porque o verdadeiro objetivo é o aniquilamento das forças revolucionárias de nosso país", pois acrescenta que a pretensão deste governo "com vocação repressiva", é reativar a guerra suja em outra dimensão.
Indica que o governo "repressivo" de Calderón pretende entregar aos poderes e às forças repressivas do imperialismo norte-americano aos lutadores sociais e aos revolucionários colando-lhes a etiqueta de delinqüentes ou terroristas.